CME avalia token digital para rede descentralizada! CEO Terry Duffy revela planos ousados. Saiba mais sobre a expansão da CME no mercado cripto e a “CME Coin”.
A CME Group, a maior bolsa de derivativos do mundo, está avaliando a possibilidade de lançar um ativo digital próprio, projetado para operar em uma rede descentralizada. Essa avaliação foi revelada pelo CEO da empresa, Terry Duffy, durante uma recente teleconferência de resultados, enquanto discutia a estratégia da companhia para expandir o uso de colateral tokenizado nos mercados financeiros.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A discussão surgiu em resposta a uma pergunta sobre o papel da tokenização no futuro das margens, feita por Michael Cyprys, do Morgan Stanley.
Duffy enfatizou que a CME está explorando diferentes formatos de colateral e que ativos emitidos por instituições financeiramente sólidas tendem a gerar maior confiança. A empresa está considerando a possibilidade de lançar um token que poderia ser utilizado em uma rede descentralizada, representando uma mudança significativa em relação ao uso tradicional de colateral.
A CME já colabora com o Google no desenvolvimento de uma solução de “dinheiro tokenizado”, com lançamento previsto para este ano. Esse projeto envolve um banco depositário para facilitar as transações. A menção da “CME Coin” por Duffy sugere uma iniciativa separada, que poderia ser implementada em uma rede descentralizada, envolvendo participantes do setor financeiro.
A empresa ainda não detalhou a funcionalidade do eventual token, seja ele uma stablecoin, um ativo de liquidação ou outro tipo de instrumento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A avaliação da CME ocorre em um momento de expansão da empresa no mercado cripto. A CME prepara o lançamento da negociação 24 horas por dia para todos os seus futuros de criptomoedas e também planeja introduzir contratos futuros de Cardano, Chainlink e Stellar.
Em 2025, o volume médio diário de negociação cripto da empresa atingiu US$ 12 bilhões, com destaque para os contratos micro de Bitcoin e Ether.
O movimento da CME se alinha com tendências de integração entre a infraestrutura tradicional de mercado e tecnologias baseadas em blockchain, especialmente no uso de ativos digitais como colateral e instrumento de liquidação. O JPMorgan já lançou depósitos tokenizados por meio da JPM Coin em uma rede de segunda camada da Coinbase, alterando a forma como transferências são feitas no ambiente institucional.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!