Claudette Colvin, ícone dos Direitos Civis, faleceu aos 86 anos. Ativista afro-americana, desafiou segregação em 1955 e influenciou o movimento
A ativista afro-americana Claudette Colvin, figura fundamental na luta pelos direitos civis em seu país, faleceu nesta terça-feira (13), aos 86 anos, conforme anunciou sua fundação. Colvin desempenhou um papel crucial na história americana, marcando-se por sua recusa em ceder seu lugar em um ônibus a uma passageira branca em 1955, um ato que antecedeu o protesto de Rosa Parks.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A jovem de 15 anos, no estado do Alabama, desafiou a segregação racial no transporte público. O incidente ocorreu enquanto o ônibus avançava pela principal via da cidade, com a crescente entrada de passageiros brancos, levando o motorista a solicitar a desocupação dos assentos.
Colvin se recusou a obedecer, argumentando que havia pago pelo seu lugar e que sua ação era um exercício de seus direitos constitucionais.
“A história me prendeu ao meu assento”, declarou Colvin, referindo-se à importância de seu ato de coragem. Sua recusa em ceder gerou um processo que culminou na abolição da segregação no transporte público no sul dos Estados Unidos, influenciando diretamente o movimento pelos direitos civis.
“Para nós, ela era mais que uma figura histórica. Era o coração de nossa família, sábia, resiliente e profundamente ligada à fé”, afirmou a Fundação Claudette Colvin. “Ela deixa um legado de coragem que ajudou a mudar o curso da história americana”, acrescentou.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!