Citi Projeta Recuperação do Dólar em 2026, Contrariando Expectativas do Mercado
Citi prevê recuperação do dólar em 2026, contrariando expectativas de Wall Street. Banco aposta na recuperação da economia dos EUA e na mudança de cenário do DXY
Citi Preveem Recuperação do Dólar em 2026
Enquanto muitos grandes bancos dos Estados Unidos apostam em um dólar mais fraco até 2026, o Citi adota uma visão diferente, projetando uma recuperação da moeda americana. O banco americano é um dos poucos que demonstram otimismo, baseando-se na expectativa de uma recuperação da economia dos EUA.
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Segundo o Citi, os investidores estão “subprecificando” essa possibilidade.
Um relatório recente do estrategista Daniel Tobon destaca que o dólar continua influenciado por fatores cíclicos, e não por mudanças estruturais no mercado. Apesar da maioria do mercado prever uma tendência de enfraquecimento, o Citi acredita que o cenário está pronto para uma reviravolta.
O desempenho mais fraco do dólar no segundo semestre de 2025 foi, em parte, resultado da postura mais branda do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, em relação à redução das taxas de juros. Além disso, as incertezas relacionadas às tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump e seu impacto no crescimento econômico também contribuíram para a queda do dólar.
O índice DXY, que mede a força do dólar em relação a outras moedas importantes, começou o ano passado próximo de 110 pontos e fechou em cerca de 98,32 pontos. No entanto, o Citi projeta um aumento para 102,7 pontos nos próximos seis a doze meses.
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Em 7 de janeiro, o indicador DXY estava estável, com uma leve alta de 0,03%, atingindo 98,63 pontos às 15h30. Essa visão do Citi contrasta com a de outros bancos de Wall Street, como o Morgan Stanley, que projeta uma queda do DXY de cerca de 5%, para 94 pontos.
O Bank of America (BofA) também espera uma depreciação do dólar a partir do segundo trimestre. O Citi, contudo, antecipa uma reaceleração da economia dos EUA no primeiro semestre de 2026.
“Fatores cíclicos, como crescimento relativo e taxas relativas, devem continuar sendo os principais motores do dólar americano, em vez de questões estruturais, como a diversificação do banco central ou a fragmentação do comércio global”, afirma Tobon no relatório.
Dificuldades do Euro
O Citi também destaca que o euro enfrenta dificuldades para se valorizar em relação ao dólar. O EUR/USD não conseguiu superar um patamar historicamente importante, a média móvel de 200 meses, ao longo de 2025, indicando resistência à alta. Níveis recentes, como 1,18, também atuam como um limite para o câmbio europeu.
O banco prevê que o euro perderá força e que o movimento mais provável no início do ano será de queda, com o dólar se fortalecendo. Uma queda do EUR/USD em direção a 1,10 significaria que cada euro compraria menos dólares.
O Citi considera essa queda uma correção natural após o euro não sustentar avanços recentes e romper tendências de alta. O cenário depende da manutenção da independência do Fed, da ausência de uma deterioração no mercado de trabalho nos EUA e de um quadro de inflação contido na Europa, que não leve o Banco Central Europeu a aumentar as taxas de juros.
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