Dia da Consciência Negra: Recomendações de Filmes para Celebrar a Cultura Afro-Brasileira
Neste dia tão importante, a CNN traz uma seleção de filmes cuidadosamente escolhidos por artistas negros, Renata Di Carmo e Igor Verde. As indicações buscam celebrar o legado, a resistência e a rica cultura afro-brasileira, oferecendo uma jornada de reflexão e apreciação da diversidade de narrativas negras.
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Cada filme é uma janela para diferentes realidades, desde a força da memória e da identidade até a luta por liberdade e a valorização da estética e do corpo.
Alfazema (2019) – Sabrina Fidalgo
Diretamente do Rio de Janeiro, o curta “Alfazema” de Sabrina Fidalgo nos transporta para um universo de cores, ritmo e autossensibilidade. A trama acompanha a artista negra, Renata Di Carmo, em sua jornada de autoconhecimento e expressão artística.
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O filme explora a autonomia, a identidade e a importância de preservar a cultura africana no Brasil. “Alfazema” é uma crônica metalinguística, um filme que discute a preparação para o carnaval e a espontaneidade, elementos marcantes da brasilidade.
A obra também aborda a importância do olhar sobre o corpo negro, rompendo com a visão de dor e celebrando a potência e a beleza da experiência negra.
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Racionais: Das Ruas de São Paulo para o Mundo (2022) – Juliana Vicente
O documentário “Racionais: Das Ruas de São Paulo para o Mundo”, dirigido por Juliana Vicente, revisita a história do grupo que revolucionou o rap brasileiro. A produção, com imagens inéditas e entrevistas exclusivas, reconhece a trajetória do grupo como parte essencial da história cultural e política do país.
O filme destaca a força do legado do grupo, a luta que o sustenta e o impacto que ele tem para diferentes gerações. A produção também revela a importância não apenas musical do grupo, mas seu impacto social e estético desde os primeiros shows nas ruas de São Paulo.
Kaza Branca (2024) – Luciano Vidigal
“Kaza Branca”, dirigido por Luciano Vidigal, acompanha relações familiares e afetivas dentro de um território marcado por disputas e encontros. O filme explora o pertencimento de um jeito sensível e poético, abordando temas que atravessam a experiência humana a partir da perspectiva dos afetos, do amor e das amizades.
A produção, realizada de forma inteligente e cativante, articula a política de forma engenhosa, com uma premissa simples que emociona e fala sobre lugar no mundo, ruptura de padrões e periferia. O filme conquistou importantes prêmios internacionais.
Alma no Olho (1973) – Zózimo Bulbul
Considerado um marco do cinema negro brasileiro, o curta “Alma no Olho”, dirigido por Zózimo Bulbul, combina performance, expressão corporal e silêncio para refletir sobre a experiência da população negra desde a escravidão até a busca por liberdade.
O filme é essencial para estudar uma nova estética do corpo negro no audiovisual, a fundação de um olhar sobre esse corpo e a possibilidade de ver o corpo negro em um lugar que não seja o da dor, em um lugar de potência. Uma grande celebração do ser negro.
Café com Canela (2017) – Glenda Nicacio e Ary Rosa
O longa “Café com Canela”, dirigido por Glenda Nicacio e Ary Rosa, acompanha a relação entre duas mulheres negras que, ao se reencontrarem, constroem um espaço de cuidado e escuta. O filme tem seu alicerce no filme de Zozimo, estudando a importância de olhar para uma outra pessoa com quem você se identifica e que, através desse olhar, se encontra muita cura para a alma.
O encontro entre as duas protagonistas do filme, uma jovem e uma mulher madura, as duas negras, que se verão no olhar uma da outra. Além da linda cena em que um cabelo crespo é penteado em todo seu esplendor. Bela forma de celebrar.
Café com Canela (2022) – Gabriel Martins
“Café com Canela”, dirigido por Gabriel Martins, é um retrato sensível de uma família negra mineira que sonha e constrói futuro. Um dos mais doces olhares sobre a família brasileira dos últimos tempos. Celebração preta na certa.
MARTE UM (2023) – Marina Toledo
Publicado por Marina Toledo, este filme é uma adição à celebração da cultura afro-brasileira, oferecendo uma nova perspectiva sobre a história e a identidade.
