Cientistas Desvendam Regeneração em Mamíferos Após Estudo da Texas A&M

Cientistas Desvendam Potencial Regenerativo em Mamíferos
Após gerações de estudo, a incapacidade de humanos e outros mamíferos de regenerar membros perdidos era considerada uma limitação biológica fundamental. No entanto, uma pesquisa publicada na revista Nature Communications, em 2026, por cientistas da Texas A&M University sugere que essa diferença pode não ser tão absoluta quanto se acreditava.
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Nova Abordagem Promete Regeneração de Tecidos em Camundongos
A equipe conseguiu induzir a regeneração de ossos, articulações, ligamentos e tendões em camundongos após amputação, utilizando um tratamento em duas etapas. Essa abordagem, segundo Ken Muneoka, professor do Departamento de Fisiologia e Farmacologia Veterinária da Texas A&M, “é como se essas células pudessem seguir dois caminhos diferentes”, permitindo a formação de um blastema ou a formação de uma cicatriz.
Mecanismo de Regeneração Ativado
O tratamento em duas etapas utiliza dois fatores de crescimento aplicados em sequência. Inicialmente, os pesquisadores aguardaram a ferida fechar, permitindo que o organismo completasse sua resposta inicial. Em seguida, aplicaram o fator de crescimento FGF2, que estimulou a formação de uma estrutura semelhante ao blastema.
Posteriormente, aplicaram o BMP2, que sinalizou às células para começarem a construir novos tecidos. Larry Suva, outro professor envolvido no estudo, resumiu a mudança de perspectiva: “As células que pensávamos ser impossíveis de reprogramar, na verdade, podem ser.”
Potencial Clínico e Próximos Passos
A pesquisa, ainda em estágios iniciais em modelos animais, indica que a regeneração pode não depender da introdução de células-tronco. O BMP2 já possui aprovação do FDA para certas aplicações médicas, e o FGF2 está sendo avaliado em múltiplos ensaios clínicos.
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A abordagem pode beneficiar pacientes, redirecionando parcialmente a resposta de cicatrização, reduzindo a formação de tecido cicatricial e melhorando o reparo tecidual. Segundo Ken Muneoka, “mesmo deslocar a resposta levemente para longe da cicatrização poderia ter benefícios reais.”
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