Cientistas Brasileiros Brilham: Veja o impacto de Maria Angela Hungria no Brasil!

Cientistas brasileiros brilham! Luciano Moreira e Maria Angela Hungria em lista global de influência. Saiba como elas revolucionam a ciência e a saúde!

15/04/2026 16:20

3 min

Cientistas Brasileiros Brilham: Veja o impacto de Maria Angela Hungria no Brasil!
(Imagem de reprodução da internet).

Cientistas Brasileiros Brilham em Lista de Influência Global

Dois cientistas brasileiros foram reconhecidos entre as 100 pessoas mais influentes do planeta, conforme revelou a revista Time nesta quarta-feira, dia 15. Luciano Moreira e Maria Angela Hungria receberam destaque nas categorias “Inovadores” e “Pioneiros”, respectivamente.

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Além dos pesquisadores, o texto também mencionou o ator brasileiro após sua indicação ao Oscar. A matéria detalha as carreiras desses cientistas, apresentando um panorama de suas contribuições para a ciência e a saúde pública.

Quem é Maria Angela Hungria?

Com 67 anos, Maria Angela Hungria dedicou 40 anos à pesquisa científica. Natural de Itapetininga, em São Paulo, ela é formada em engenharia agronômica pela USP/Esalq, um braço de agricultura de uma das maiores universidades do país.

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Sua trajetória profissional inclui passagens pela Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, desde 1982, e pela Embrapa Soja, em Londrina (PR), desde 1991. Em 2025, ela foi considerada uma figura de destaque, comparada ao “Nobel da Agricultura”.

Inovações na Produção de Alimentos

Ao ser indicada ao World Food Prize, Hungria relatou seu interesse pela pesquisa biológica durante a graduação. Ela expressou que, apesar da dificuldade, sentia uma forte convicção em seguir aquela área.

Seu trabalho foca no aumento da produção e qualidade alimentar, substituindo fertilizantes químicos por microrganismos. Um foco importante é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), permitindo que bactérias do solo forneçam esse nutriente vital às plantas.

Impacto Científico e Econômico

Hungria foi pioneira no isolamento de cepas da bactéria Azospirillum brasilense, capazes de aprimorar a absorção de nitrogênio e fitormônios. Atualmente, mais de 70 milhões de doses de inoculantes combinados são aplicados anualmente em cerca de 15 milhões de hectares no Brasil.

Segundo a Embrapa, em 2021, a equipe de pesquisa dela lançou uma tecnologia que diminui em 25% a necessidade de fertilização nitrogenada de cobertura no milho, gerando benefícios ambientais e econômicos notáveis para os agricultores.

Atualmente, Hungria leciona na Universidade Estadual do Paraná e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Ela já publicou mais de 500 artigos e foi reconhecida pela Forbes como uma das 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro.

A Contribuição de Luciano Moreira

Luciano Moreira possui formação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa, além de mestrado e doutorado com foco em genética, melhoramento vegetal e estudos entomológicos, ou seja, insetos e sua relação com o ser humano.

Em 2025, ele foi destaque na publicação “Nature’s 10”, que listou os cientistas mais influentes do mundo naquele ano. A revista científica reconheceu sua liderança em um projeto inovador de controle de arboviroses no Brasil.

Combate ao Aedes aegypti

Desde os anos 1990, Moreira desenvolve métodos alternativos para combater o Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Um dos resultados mais significativos foi a criação de mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia.

Essa bactéria reduz drasticamente a transmissão dos vírus. O método passou a ser adotado por várias cidades brasileiras e foi integrado à estratégia nacional de saúde pública. Moreira liderou a pesquisa na Fiocruz e é hoje CEO da Wolbito do Brasil.

Resultados e Perspectivas

A empresa de Moreira opera uma fábrica em Curitiba, com capacidade para produzir até 5 bilhões de mosquitos anualmente. A unidade foi inaugurada em julho de 2025 e já atende estados como Santa Catarina.

É importante notar que a Wolbachia não afeta humanos nem se dispersa no meio ambiente. Ela está naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos do planeta, onde impede a reprodução ou bloqueia a transmissão viral, dependendo do sexo do inseto infectado.

Segundo a Nature, Niterói, uma das primeiras cidades a usar a tecnologia, registrou uma queda de 89% nos casos de dengue. Em 2024, foram contabilizados apenas 46 casos prováveis, em comparação com mais de 20 mil no município vizinho, Rio de Janeiro.

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