CICV visita prisioneiros palestinos em Israel; advogados denunciam tortura e maus-tratos. Medida ocorre em contexto de conflito e acusações contra Netanyahu
Em 29 de outubro de 2025, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) realizou uma visita a prisioneiros palestinos em Israel. A ordem de acesso foi autorizada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, sob a justificativa de “risco à segurança do Estado”.
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A medida se aplica a um grande número de palestinos detidos na Faixa de Gaza e em áreas circundantes, classificados como “combatentes ilegais” pela legislação israelense.
Essa legislação permite que Israel mantenha reféns sem apresentar provas em tribunais públicos e sem garantir o direito à defesa para os detidos. Dados do Serviço Prisional Israelense indicam que, em julho de 2025, mais de 2.400 palestinos estavam nessa situação de detenção.
Advogados palestinos denunciam casos de tortura e maus-tratos nas prisões, incluindo privação de alimentação, agressões físicas e negligência no atendimento médico aos detidos.
Em resposta à medida, o Hamas classificou a decisão como uma “violação de um direito fundamental”, parte de uma série de “violências sistemáticas criminosas” contra os palestinos. O grupo também alega que a decisão descumpre a lei humanitária internacional e a 3ª Convenção de Genebra, que estabelece normas para o tratamento de prisioneiros.
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O Hamas solicitou a intervenção da comunidade internacional e de ativistas humanitários para garantir a liberação dos reféns e a “responsabilização dos líderes de Israel pelos crimes sem precedentes contra a humanidade”.
Desde outubro de 2023, Israel registrou mais de 68.600 mortes, predominantemente mulheres e crianças, e mais de 170.600 feridos, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU).
A decisão de permitir a visita do CICV ocorre em um contexto político complexo, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ser acusado de violar o acordo de cessar-fogo, promovido pelos Estados Unidos e pelo grupo Hamas. O exército israelense informou que, mesmo após o ataque que resultou em 104 mortos.
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