CIA monitora Maduro com drones e informantes na Venezuela. Operação envolve mapeamento da rotina do presidente Nicolás Maduro (PSUV) e ações de forças especiais
A Central de Inteligência Americana (CIA) manteve um informante dentro do governo venezuelano, monitorando a localização do presidente Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido Venezuelano – PSUV, esquerda) nas semanas que antecederam um evento não especificado.
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A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.
A agência produziu a principal inteligência utilizada pelos militares dos Estados Unidos. A vigilância de Maduro foi realizada através de drones, que conduziram uma observação quase contínua do território venezuelano. O trabalho também se baseou em dados fornecidos por informantes locais.
O New York Times afirmou que a CIA possuía oficiais operando clandestinamente na Venezuela desde agosto. A agência mapeava o chamado “padrão de vida” de Maduro – sua rotina diária, deslocamentos e hábitos – como parte da coleta de informações.
Não há confirmação pública sobre como o informante venezuelano foi recrutado. Fontes próximas ao caso indicaram que o processo pode ter sido facilitado por informações que contribuíram para a identificação do líder venezuelano.
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O diretor da CIA, John Ratcliffe, defendera em sua sabatina no Senado a adoção de uma postura mais agressiva por parte da agência. O presidente (Partido Republicano) autorizou ações mais ofensivas no final de 2025 e aprovou o planejamento de operações na Venezuela em novembro.
Em dezembro, um drone armado da CIA atacou um píer, segundo autoridades americanas, utilizado para o transporte de drogas. A captura de Maduro, segundo fontes, foi resultado de “meses de planejamento meticuloso” e envolveu a coordenação entre a CIA e militares de operações especiais.
Um alto funcionário declarou que Maduro estava “precisamente localizado” desde o início do plano.
O New York Times afirma que a operação foi classificada como missão de aplicação da lei conduzida por forças especiais, e não como uma ação direta da CIA.
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