Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, Planeja Sair Antes do Término do Mandato
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, anunciou planos de deixar o cargo antes do término oficial de seu mandato. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, pelo jornal britânico Financial Times (FT).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Motivação para a Saída Antecipada
A saída de Lagarde, que ocorre antes do fim de seu mandato, permitiria que o presidente francês, Emmanuel Macron, participasse da escolha do sucessor do cargo, em um momento crucial com as eleições presidenciais francesas previstas para abril de 2027.
O presidente francês não pode concorrer a um terceiro mandato.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Decisão Compartilhada e Candidatos em Consideração
Segundo o FT, Lagarde ainda não definiu uma data específica para sua saída, mas deseja que Macron e o chanceler alemão (CDU, direita) sejam os principais responsáveis pela decisão sobre quem assumirá a presidência da principal instituição financeira da Europa.
A escolha do sucessor depende do apoio tanto da Alemanha quanto da França.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Vários nomes têm circulado como potenciais presidentes do BCE. Entre eles, o ex-chefe do banco central holandês, Klaas Knot, o gerente geral do BIS (Banco de Compensações Internacionais), Pablo Hernández de Cos, e o chefe do Bundesbank, Joachim Nagel.
A integrante do conselho do BCE, Isabel Schnabel, também manifestou interesse, embora as leis da União Europeia possam impedir sua candidatura, devido ao cumprimento de mandatos não renováveis.
BCE Nega Informação
O Banco Central Europeu negou a informação publicada pelo FT. “A presidente Lagarde está totalmente concentrada em sua missão e não tomou nenhuma decisão sobre o fim de seu mandato”, declarou um porta-voz do banco.
Contexto Econômico Favorável
Lagarde deixaria o BCE em um momento de relativa tranquilidade econômica. A inflação está dentro da meta estabelecida, as taxas de juros estão em um patamar neutro e o crescimento econômico da zona do euro está no seu potencial máximo, uma combinação rara na política monetária europeia.
