Leilão de Ovo Fabergé: Christie’s espera alcançar mais de £20 milhões em leilão de 2013. Kieran McCarthy destaca raridade de apenas 3 ovos privados. O Ovo de Inverno, com sua criação de gelo e diamantes, será oferecido ao público pela primeira vez em 20 anos
A possibilidade de que a herança dos lendários Ovos Imperiais Fabergé chegue ao fim é real. A produção limitada, apenas 50 ovos encomendados para os Tsares russos Alexandre III e Nicolau II entre 1885 e 1916, e a subsequente perda de sete deles, que alguns nunca mais foram vistos, tornam a posse desses objetos de extrema raridade.
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Atualmente, apenas sete ovos estão em propriedade privada, com a maioria em instituições ou museus, espalhados por locais como Moscou e Virgínia.
Kieran McCarthy, codiretor-executivo da Wartski, uma negociante britânica especializada em joias antigas de Fabergé, enfatiza a raridade desses ovos. Ele identifica apenas três como “verdadeiramente privadas”, indicando que a disponibilidade é extremamente limitada.
O próximo leilão, no próximo mês em Londres, marca a primeira vez em mais de duas décadas que um desses três ovos será oferecido ao público. A Christie’s estima que o Ovo de Inverno de 1913 alcançará “mais de” £ 20 milhões (cerca de R$ 125 milhões), um valor que, se atingido, pulverizará o recorde estabelecido em 2002.
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O Ovo de Inverno, em particular, é considerado o mais icônico da coleção. Sua criação, a partir de um bloco de quartzo transparente, imita a aparência de gelo e é coberto com geada. Pequenos diamantes lapidados em rosa cintilam na base, enquanto platina escorre como se estivesse derretendo sob o sol da primavera.
McCarthy, que já manuseou o ovo, descreve a experiência como “segurar um pedaço de gelo na mão”, comparando-o a uma “alquimia ao contrário”, transformando materiais preciosos em um momento da natureza.
Como todos os Ovos Imperiais, o Ovo de Inverno se abre para revelar uma “surpresa”. Embora os objetos escondidos dentro dos ovos Fabergé fossem frequentemente mecanismos intrincados, a surpresa do Ovo de Inverno tem raízes na natureza: uma cesta suspensa repleta de anêmonas, flores que desabrocham após o rigoroso inverno russo.
As pétalas de quartzo branco são dispostas em hastes de nefrita, com granadas verde-brilhantes pontilhando seus estames. A história de origem do ovo, que pode ser apócrifa, conta que foi concebida por Alma Pihl, uma das “mestres artesãs” femininas de Fabergé, que inicialmente documentou o inventário da casa como desenhista e aquarelista.
O destino do Ovo de Inverno é incerto, dada a complexidade dos mercados envolvidos. Especialistas apontam que os Estados Unidos e a Rússia, ambos com “um imenso fervor pela repatriação de obras de arte russas para solo russo”, são os principais mercados, mas a importação para os EUA incorreria em uma tarifa de 35%, enquanto as sanções à Rússia dificultam a compra.
O Oriente Médio, com seus esforços para desenvolver uma economia pós-petróleo, também seria um destino possível, mas a situação atual torna o mercado russo o mais provável, apesar das restrições.
A Christie’s opera um “programa global de compliance para prevenção à lavagem de dinheiro e sanções”, que inclui “verificações de due diligence e triagem de clientes”. A casa de leilões enfatiza seu compromisso de cumprir todas as leis pertinentes sobre prevenção à lavagem de dinheiro e sanções.
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