Chirp, empresa de bem-estar, alcança US$ 250 milhões em vendas após iniciar com US$ 450 em 2015. A marca, fundada por Tate Stock e Hannah, inovou com produto para ioga
Em 2015, com um investimento inicial de apenas US$ 450, Tate Stock iniciou um negócio que, dez anos depois, alcançaria a marca de US$ 250 milhões em vendas. A ideia surgiu de forma inesperada durante uma visita à casa da tia, transformando-se na Chirp, uma empresa de bem-estar que opera sem investidores externos e sob o controle total de seus fundadores.
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A jornada começou com uma observação casual: uma roda de ioga presente na lavanderia da tia. Percebendo a ausência de concorrência online para esse produto – um cano de PVC revestido com tapete antiderrapante – Tate decidiu agir. Em poucos dias, investiu US$ 400 em tubos e US$ 50 em tapetes de ioga, produzindo 110 unidades e disponibilizando-as para venda na Amazon.
O resultado foi imediato, com milhares de dólares em vendas nas primeiras duas semanas. A Chirp estava fundada, marcando o início de uma trajetória de sucesso.
Aos 23 e 21 anos, Tate e sua esposa Hannah adotaram uma estratégia de reinvestimento total nos primeiros anos da empresa. Com um orçamento anual de US$ 22 mil, quase todo dedicado ao aluguel, o lucro do negócio era integralmente reinjetado para expandir operações e produção.
Essa gestão conservadora, focada no reinvestimento, foi crucial para escalar a operação sem depender de financiamentos externos.
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O capital inicial para a fase inicial do negócio veio de um verão dedicado a vendas porta a porta, onde Tate arrecadou US$ 100 mil.
Em 2018, Tate identificou uma nova tendência de consumo. Apesar do produto ter sido originalmente comercializado como acessório de ioga, muitos usuários, especialmente homens, utilizavam a roda para aliviar dores nas costas e relaxar a musculatura.
Essa percepção levou a uma mudança estratégica no discurso de vendas, focando o produto como uma ferramenta de alívio da dor, resultando em um salto nas receitas. Em seis meses, a Chirp faturou US$ 4 milhões, consolidando uma nova identidade de marca: menos ioga, mais saúde funcional.
A exposição nacional ocorreu em 2020 com a participação no programa Shark Tank. Lori Greiner ofereceu US$ 900 mil em troca de 2,5% de participação, mas ambas as partes decidiram não prosseguir, pois a Chirp já havia alcançado os benefícios da parceria, como a presença no canal QVC.
Posteriormente, ofertas de fundos de private equity surgiram, mas o casal recusou todas, mantendo o controle total da empresa para preservar a cultura organizacional, a liberdade de decisões e a capacidade de reinvestimento a longo prazo.
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