A Nova Corrida Espacial: China e EUA na Luta por Satélites LEO
O ano de 2026 promete ser um marco fundamental na nova corrida espacial, que se distancia da disputa entre Estados Unidos e União Soviética pela chegada à Lua. A competição atual se concentra no desenvolvimento de uma vasta constelação de satélites, com destaque para os satélites LEO (Low Earth Orbit – Órbita Terrestre Baixa).
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Uma diferença crucial nesta nova dinâmica é a ascensão da China como um concorrente de peso, impulsionada por sua capacidade de alcançar resultados rápidos e encurtar prazos de décadas.
Nos últimos anos, os Estados Unidos construÃram uma vantagem significativa no lançamento de foguetes, mas o paÃs asiático tem aumentado suas missões espaciais, respondendo por quase â…“ dos lançamentos. A China tem a reputação de alcançar resultados rapidamente, como demonstrado em seu desenvolvimento no setor de semicondutores.
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Essa tendência se repete no setor espacial, com um aumento de 36% nos lançamentos de foguetes entre 2024 e 2025, totalizando 93 lançamentos no ano passado – um recorde para o paÃs. A estimativa para 2026 é que o paÃs ultrapasse os 100 lançamentos.
SpaceX e o Ano CrÃtico de 2022
Enquanto a China busca ganhar tração na corrida espacial, os EUA querem consolidar sua posição, contando com o principal trunfo: a SpaceX, liderada por Elon Musk. A empresa respondeu por 85% dos lançamentos norte-americanos em 2025, colocando os EUA no topo da lista de lançamentos realizados.
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Sem a companhia, os EUA ficariam com apenas â…“ das operações chinesas nesse perÃodo.
O movimento da China em 2025 foi similar ao que os EUA (especificamente a SpaceX) realizaram em 2022, mas em uma escala menor. Em 2022, o paÃs aumentou em 70% a quantidade de lançamentos, consolidando-se como a maior potência mundial no setor. Isso ocorreu porque a SpaceX acelerou seus lançamentos para cumprir os prazos da FCC (Federal Communications Commission) para manter sua licença de operação em frequências de rádio.
A empresa dobrou o número de lançamentos para colocar satélites LEO em órbita.
Por que os LEOs são Essenciais
Os satélites LEO são utilizados para fornecer serviços de internet, como os da Starlink, permitindo acesso à internet de banda larga em locais remotos e com menor interferência de outros paÃses. Eles operam em altitudes entre 200 km e 2.000 km, garantindo comunicações de baixa latência e alta largura de banda.
Outros tipos de satélites de internet geralmente ficam em uma altitude de 35.000 km. Os chineses esperam ter um sistema parecido e forte nos próximos anos. Em dezembro de 2025, a China apresentou à UIT (União Internacional de Telecomunicações) um pedido de registro.
Isso não significa que o paÃs lançará essa quantidade de satélites no próximo ano ou em 2027. Esses pedidos são feitos com antecedência devido à crescente congestão dos recursos orbitais e do espectro de rádio.
Desafios e Preocupações Orbitais
Embora não exista um limite definido para a quantidade de satélites LEO na órbita, estimativas apontam para um limite próximo de 100 mil unidades. Uma reportagem do jornal The New York Times revelou que a SpaceX reportou à FCC que precisou fazer 300 mil manobras para evitar colisões em órbita de seus satélites em 2025.
Isso demonstra o desafio que uma órbita densamente preenchida por satélites representa para a SpaceX.
A concentração de satélites pode levar a uma acumulação de lixo espacial na órbita terrestre, com o risco de colisões entre fragmentos e satélites. Um relatório da NASA, publicado em abril de 2025, indicou que existem cerca de 50.000 pedaços de lixo espacial com mais de 10 cm na órbita terrestre, e objetos desse tamanho já são capazes de destruir um satélite.
