China projeta capacidade de vencer guerra contra Taiwan até 2027, aponta relatório dos EUA. China supera Taiwan em poderio militar e avança em programa nuclear.
Um relatório divulgado pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em dezembro apontou que a China estima ser capaz de lutar e vencer uma guerra contra Taiwan até o final de 2027. O documento, produzido anualmente, compara o poderio militar de Pequim com as forças taiwanesas, evidenciando uma crescente preocupação dos EUA com a evolução do cenário militar chinês.
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A análise detalha a superioridade chinesa em todos os domínios – terrestre, aéreo e marítimo – e acompanha a intensificação dos esforços de modernização militar do país.
O relatório ressalta que a China já consolidou uma larga vantagem sobre o poderio taiwanês, especialmente no setor naval, impulsionada pela construção do porta-aviões Fujian, um navio com tecnologia comparável ao principal navio da Marinha norte-americana.
A capacidade de um país de possuir uma formação de três porta-aviões é considerada um fator crucial para garantir efetividade em um cenário de guerra naval. Apesar dessa vantagem, a influência dos Estados Unidos no Pacífico ainda representa um obstáculo para os planos chineses.
A administração Biden, através do documento “Estratégia de Segurança Nacional”, expressa oposição a qualquer mudança no status quo do Estreito de Taiwan. O governo republicano defende a pressão sobre os aliados da chamada “1ª cadeia de ilhas” – Japão, Taiwan e Filipinas – para que invistam mais na indústria militar e mantenham o cenário de separatismo na província chinesa, enfatizando a necessidade de “mobilização e ação” em defesa coletiva.
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A venda de armamentos norte-americanos para Taiwan, em dezembro, desencadeou uma operação militar chinesa de dois dias ao redor da ilha, com o objetivo de demonstrar força e dissuasão.
O presidente chinês Xi Jinping reiterou a intenção de reunificação nacional, argumentando que a tendência histórica é inevitável e que os compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan compartilham laços de sangue. Apesar da demonstração de força, o governo chinês afirma que a reunificação acontecerá por meios pacíficos.
O relatório da Casa Branca indica que a China possui cerca de 600 ogivas nucleares, com avanços em seus programas de mísseis balísticos e de contra-ataque nuclear, com projeção de atingir 1.000 unidades até 2030. O programa nuclear chinês também inclui esforços de combate à corrupção no PLA, resultando no desligamento de comandantes da Força de Foguetes da China.
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