China Merchants e Cosco disputam leilão do maior terminal de contêineres de Santos

China Merchants e Cosco disputam leilão do Tecon Santos 10, maior arrendamento da história, com preocupações sobre restrições do TCU.

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(Imagem de reprodução da internet).

Duas grandes empresas chinesas, a China Merchants Port (CMP) e a Cosco Shipping, estão participando do processo de licitação para o novo terminal de contêineres no Porto de Santos (SP), um leilão significativo para o setor portuário brasileiro, marcado como o maior arrendamento da história.

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O vice-presidente global da CMP, Qi Yue, visitou Brasília durante a primeira semana de janeiro, informando às autoridades sobre o interesse da empresa no Tecon Santos 10. Jacky Song, presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), que já é operado pela China Merchants desde 2018, também estava presente.

A CMP opera em importantes portos asiáticos, incluindo Hong Kong, Shenzhen e Colombo.

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Os executivos expressaram preocupações sobre possíveis restrições à participação de empresas no leilão.

De acordo com relatos da CNN Brasil, a China Merchants possui linhas de transporte marítimo na Ásia, mas não opera rotas para o Brasil.

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O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou um veto à participação de armadores (empresas de navegação) na disputa, visando evitar a verticalização do setor.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), está orientando a publicação do edital com essas restrições.

A CNN Brasil apurou que a agência reguladora está avaliando uma “modulação” da regra, permitindo a participação de armadores sem rotas para o Brasil.

A Cosco Shipping também entrou com um pedido de reexame no TCU, contestando a restrição à participação de companhias de navegação.

A Cosco é a quarta maior transportadora marítima do mundo, atrás da MSC, Maersk e CMA CGM.

O leilão estabeleceu uma outorga mínima de R$ 500 milhões, um valor considerado baixo pelo mercado.

O Tecon Santos 10 prevê investimentos de mais de R$ 6 bilhões e um aumento de 50% na capacidade de movimentação de contêineres em Santos, que enfrenta problemas de saturação.

O ministro Silvio Costa Filho informou que o Ministério e a agência reguladora divulgarão até quarta-feira (21) um cronograma dos próximos passos.

O leilão está previsto para o entre o fim de março e o início de abril.

A MSC e a Maersk demonstraram interesse, mas foram impedidas pelas regras do TCU. Os suíços anunciaram a intenção de recorrer à Justiça.

O grupo filipino ICTSI também se envolveu com os preparativos. A participação da JBS Terminais, que opera no Porto de Itajaí (SC), é considerada certa, embora a empresa ainda não confirme se apresentará proposta.

O Ministério estima a participação de 10 a 12 companhias e fundos interessados no terminal.

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