Brasil dispara nas exportações de carros elétricos, com aumento de 11 vezes desde 2021 e liderança mundial consecutivo.
A China tem expandido significativamente sua atuação no mercado internacional de veículos elétricos, transformando o setor em um importante motor do comércio exterior do país. O país evoluiu de um exportador emergente para uma liderança global, tanto em volume quanto em tecnologia, impulsionando a modernização de sua cadeia automotiva.
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No Porto de Waigaoqiao, em Xangai, foi implementado um sistema de estacionamento automatizado em múltiplos níveis, otimizando a organização dos embarques. Após a chegada dos veículos, o sistema direciona automaticamente os veículos para as vagas designadas. O sistema atende em média de 500 a 600 veículos diariamente.
O rio Yangtzé, conhecido como “rota dourada”, se tornou o principal corredor logístico para exportações automotivas. Em Chongqing, o despachante aduaneiro Xiang Tianyu mencionou que a primeira operação de exportação de veículos elétricos ocorreu em 2023. Desde então, o volume de despachos tem crescido consistentemente, com múltiplos lotes enviados semanalmente.
Chongqing concentra uma vasta cadeia produtiva, abrigando mais de 600 fabricantes de autopeças inteligentes e conectadas para veículos elétricos. A cadeia industrial abrange 12 conjuntos principais e 56 tipos de componentes essenciais, reduzindo custos, acelerando a produção e promovendo a inovação.
Segundo Chen Weijie, gerente-geral do centro logístico da Changan Auto, as exportações de veículos elétricos da companhia elevaram as vendas internacionais para 405 mil unidades entre janeiro e agosto de 2024, representando um aumento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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As exportações de veículos elétricos de Chongqing alcançaram 115 países e regiões, com um crescimento superior a 11 vezes desde 2021. Esse crescimento demonstra a crescente competitividade dos produtos chineses no mercado internacional.
O avanço dos chamados “três novos produtos” – veículos elétricos, baterias de lítio e células solares – também impulsionou o comércio exterior. As exportações desses itens aumentaram 2,6 vezes nos últimos anos, refletindo a diversificação da economia chinesa.
O número de zonas-piloto voltadas à inovação e comércio atingiu 43, reforçando a integração da China às cadeias globais. Entre 2020 e 2024, o volume total do comércio de bens da China superou US$ 6 trilhões, consolidando o país como o maior exportador mundial pelo oitavo ano consecutivo.
Em 2024, o comércio com países da Iniciativa do Cinturão e Rota respondeu por mais de 50% do total, e os produtos de alta tecnologia representaram 18,2% das exportações, evidenciando a importância estratégica dessa iniciativa para a economia chinesa.
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