China investe R$ 1,4 bilhão em usina de energia por correntes marítimas em Zhoushan. Projeto de 100 MW impulsionado por avanços tecnológicos
A China planeja investir R$ 1,4 bilhão na construção de uma usina de energia elétrica utilizando a força das correntes marítimas. O empreendimento, localizado em Zhoushan, na província de Zhejiang, terá uma capacidade de 100 megawatts (MW). A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Hangzhou Lindong New Energy, a estatal State Power e a infraestrutura local.
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A decisão de investimento segue um período de desenvolvimento de projetos menores na região, marcado por avanços tecnológicos que reduziram drasticamente o custo de produção de energia. Em 2018, o custo para produzir 1 quilowatt-hora (kWh) por meio de correntes marítimas havia sido de 8,45 yuans (cerca de R$ 6,73), e em 2025, este valor diminuiu para apenas 0,30 yuans (R$ 0,23).
Essa redução significativa no custo a torna uma alternativa mais competitiva em relação à energia térmica, que na China possui um custo médio de 0,38 yuans (R$ 0,30). A usina de Zhoushan já opera integrada à rede elétrica local há 8 anos, gerando 9 milhões de quilowatts-hora.
O projeto será desenvolvido em três fases, com previsão de conclusão em 2027. A estação de energia tem a expectativa de fornecer 200 milhões de quilowatts-hora de energia renovável anualmente, suficiente para atender à demanda de 100 mil residências.
Essa iniciativa posiciona a China como o primeiro país a comercializar em larga escala a energia proveniente das correntes marítimas.
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