Exército Popular da China realiza manobras de alta potência em torno de Taiwan, intensificando tensão no Leste Asiático. O PLA demonstra capacidade e soberania sobre a ilha
O Exército Popular de Libertação da China (PLA) anunciou na quarta-feira (31) a conclusão bem-sucedida de uma série de manobras de alta potência em torno de Taiwan. A operação, denominada “Missão Justiça 2025”, visava afirmar a soberania chinesa sobre a ilha, intensificando as tensões na região do Leste Asiático.
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O anúncio, feito na véspera de Ano Novo, destacou os testes das capacidades de operações conjuntas do PLA, conforme declarado pelo capitão sênior Li Xi, porta-voz do Comando do Teatro de Operações Oriental.
As manobras, que incluíram treinamento árduo para frustrar tentativas de separatistas de Taiwan e intervenções externas, foram projetadas para proteger a soberania estatal e a integridade territorial da China. O breve comunicado, acompanhado de música marcial, não detalhou o sucesso da operação nem especificou o período de conclusão dos exercícios.
A questão de Taiwan é historicamente sensível para a China, que insiste que a ilha é seu território soberano e que a reunificação, por meios de força se necessário, é uma promessa. A ilha, que se separou da China em 1949 após a derrota nacionalista de Chiang Kai-shek na guerra civil, continua sendo um ponto focal de disputas.
As manobras militares chinesas foram recebidas com preocupação por várias nações. O Japão, que tem uma história complexa com a China, expressou preocupação com o aumento da tensão no Estreito de Taiwan, enfatizando a importância de uma resolução pacífica por meio do diálogo.
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Os Estados Unidos também se manifestaram, com o presidente Donald Trump minimizando a preocupação, citando os exercícios navais contínuos da China na área.
As Filipinas, que também tem disputas territoriais no Mar do Sul da China, expressou preocupação com as ações da China, destacando o impacto das manobras na estabilidade da região Indo-Pacífico. O ministro da Defesa filipino, Gilberto C. Teodoro Jr., enfatizou a necessidade de autocontenção.
O presidente Xi Jinping, em seu discurso anual de Ano Novo, reafirmou a “incontornável” reunificação da pátria, reforçando a importância da ligação entre os chineses de ambos os lados do Estreito de Taiwan. As manobras foram vistas como uma mensagem direcionada às forças externas que poderiam se opor à ambição chinesa.
A situação em torno de Taiwan continua sendo um ponto crítico de tensão geopolítica, com implicações para a estabilidade regional e a ordem internacional.
As manobras militares da China em torno de Taiwan representam um aumento da tensão no Estreito de Taiwan, com implicações para a segurança regional e as relações internacionais. A situação permanece complexa e requer atenção cuidadosa e diálogo diplomático para evitar conflitos e garantir a estabilidade na região.
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