O Brasil, líder mundial na produção de carne bovina, pode enfrentar uma redução na produção após a China impor limites às importações. A China é o principal destino da carne brasileira. Dados recentes indicam uma queda nas embarcações, o que pode levar os frigoríficos a diminuir a produção ainda neste ano, conforme análises de bancos e consultorias, incluindo a Bloomberg, que revisou as projeções para o setor.
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Impacto das Restrições
Analistas, como Fernando Iglesias da consultoria Safras & Mercado, estimam que as restrições chinesas resultarão em uma queda de 3,6% nos abates no Brasil em 2026, em comparação com 2025, afetando a produção total de carne bovina.
Cotas de Importação Chinesas
A China anunciou cotas para 2026, totalizando 2,7 milhões de toneladas, com o Brasil recebendo a maior parte (41,1% ou 1,1 milhão de toneladas). A Austrália receberá 205 mil toneladas, enquanto o Uruguai terá 12,1%. As Estados Unidos receberão 164 mil toneladas.
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Dados de Exportação para a China
Em 2024, a China foi o principal destino da carne brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e US$ 8,90 bilhões movimentados, representando um aumento de 25,5% em volume e 48,3% em valor em relação a 2025.
Crescimento da Exportação Brasileira
Nos últimos anos, a produção brasileira de grandes frigoríficos foi impulsionada pelo baixo custo do gado e pela demanda interna. Em 2025, foram embarcadas 3,5 milhões de toneladas, um aumento de 21% em relação a 2024, com um valor de US$ 18,03 bilhões, segundo a Abiec.
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Justificativa da China
A decisão chinesa, considerada uma medida de salvaguarda, atendeu a uma solicitação da Associação Chinesa de Agricultura Animal (CAAA), que argumenta que o aumento das importações tem causado prejuízos à indústria local. As tarifas adicionais entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026 e permanecerão em vigor por três anos.
