China enfrenta desafio no mercado de soja com excesso de estoques e margens negativas. Importação recorde e queda nos preços do farelo de soja preocupam comerciantes e analistas
A China enfrenta um desafio significativo no mercado de soja, impulsionado por um excesso de estoques e margens de lucro negativas. A grande quantidade de soja importada nos últimos meses, combinada com a redução nas compras dos EUA, apesar de uma trégua comercial, está gerando preocupações entre os comerciantes e analistas.
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A situação reflete a complexidade das negociações comerciais entre os dois países e as incertezas sobre o futuro das relações comerciais.
O problema central reside nos vastos estoques de soja presentes nos portos chineses e nas reservas estatais. Segundo dados da Sublime China Information, os estoques nos portos atingiram um recorde de 10,3 milhões de toneladas em 7 de novembro, um aumento considerável em relação ao ano anterior.
Além disso, os processadores mantiveram 7,5 milhões de toneladas, o maior volume desde 2017. Essa acumulação de soja, juntamente com a queda nos preços físicos do farelo de soja, impacta negativamente as margens de lucro dos processadores.
Os preços do farelo de soja, utilizado para alimentar o maior produtor de suínos do mundo, caíram mais de 20% em relação ao pico registrado em abril, atingindo cerca de 3.000 iuanes (US$421) por tonelada nas principais regiões costeiras. Essa situação é agravada pela margem negativa que os esmagadores chineses estão enfrentando, com uma queda de 190 iuanes por tonelada no centro de processamento de Rizhao.
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A perspectiva de margens negativas para os próximos meses limita ainda mais o apetite da China por novas compras de soja.
Apesar da trégua comercial e dos compromissos de compra anunciados, as expectativas de que os importadores estatais, como Cofco e Sinograin, retomem rapidamente as compras significativas não se concretizaram. A situação é complexa, com o governo chinês esperando que seus parceiros comerciais cumpram seus compromissos.
A incerteza sobre as taxas tarifárias, os controles de exportação e outras concessões também contribui para a cautela. A falta de sinais concretos de grandes compras de soja dos EUA, mesmo com os compromissos anunciados, demonstra a gravidade da situação.
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