China elimina tarifas para 53 nações africanas em maio; o que muda para o comércio?

China elimina tarifas para 53 nações africanas em maio! Saiba como esse movimento de Pequim fortalece laços e impulsiona o comércio no continente.

20/04/2026 09:35

3 min

China elimina tarifas para 53 nações africanas em maio; o que muda para o comércio?
(Imagem de reprodução da internet).

China Eliminará Tarifas para 53 Nações Africanas a Partir de Maio

A partir de 1º de maio, a China implementará a eliminação de tarifas sobre todos os produtos importados de 53 nações africanas. Este movimento de Pequim visa expandir ainda mais seu mercado interno para o continente africano.

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Essa ampla isenção tarifária busca fortalecer os laços econômicos entre os dois blocos e assegurar cadeias de suprimentos mais robustas na África, especialmente em um cenário de crescente protecionismo comercial global.

Base Legal e Expansão da Iniciativa Comercial

A medida se fundamenta em uma política estabelecida em dezembro de 2024, que já havia concedido tratamento tarifário zero a todos os países menos desenvolvidos, incluindo 33 nações africanas.

A expansão agora abrange todos os países africanos com os quais Pequim mantém relações diplomáticas, coincidindo com o 70º aniversário das relações China-África em 2026.

Contexto das Negociações e Compromissos

O presidente chinês, Xi Jinping, propôs pela primeira vez a implementação de isenções tarifárias abrangentes durante um fórum em junho de 2025. Ele sugeriu o uso de novos acordos de parceria econômica para o desenvolvimento mútuo.

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O Ministério do Comércio chinês informou que negociará esses acordos com as nações africanas, focando na facilitação do comércio, no crescimento inclusivo e na resiliência das cadeias de suprimentos, seguindo as diretrizes da Organização Mundial do Comércio.

Reafirmação do Apoio Chinês à África

Durante a 14ª Conferência Ministerial da OMC, no final de março, o ministro do Comércio, Wang Wentao, reiterou o empenho de Pequim em aprofundar a cooperação em investimentos e apoiar a industrialização africana.

Os primeiros acordos já estão em andamento. Um exemplo notável é o pacto firmado em 27 de março entre Quênia e China, que garante acesso livre de impostos e cotas para exportações quenianas, como chá, café e abacate, a partir de maio.

Impacto Econômico e Parcerias Bilaterais

O presidente queniano, William Ruto, elogiou o acordo, destacando que a cooperação impulsionará significativamente a economia do país. Esse acesso expandido ao mercado sublinha a crescente relação econômica.

A China consolida sua posição como o maior parceiro comercial da África por dezesseis anos consecutivos. O comércio bilateral alcançou US$ 314,4 bilhões nos primeiros 11 meses de 2025, um aumento de 17,8% em relação ao ano anterior, superando os US$ 295,6 bilhões de 2024 e ultrapassando a marca de US$ 300 bilhões pela primeira vez, segundo dados alfandegários.

Perspectivas de Integração Comercial

A tendência aponta para uma integração comercial mais profunda e abrangente, com a China utilizando acordos estratégicos para solidificar sua influência econômica e garantir o fluxo de mercadorias através do continente africano.

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