China desacelera demanda por petróleo venezuelano com transição energética. CNN aponta mudança estratégica na busca por independência energética da China.
Apesar das recentes ações do governo Trump, buscando incentivar a venda de petróleo da Venezuela, a perspectiva de demanda chinesa por essa commodity parece estar diminuindo. Especialistas da CNN Internacional apontam que a transição energética acelerada da China, impulsionada pela crescente adoção de veículos elétricos, está impactando significativamente o cenário global do petróleo.
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Essa mudança estratégica demonstra uma clara divergência entre os Estados Unidos e a China, com a China liderando a transição para energias renováveis e veículos elétricos, enquanto os EUA focam em aumentar a exploração de petróleo, tanto internamente quanto em outros países.
O mercado de veículos elétricos é dominado pela China, que representa 80% das vendas globais. Em 2023, dos 18,5 milhões de veículos elétricos vendidos em todo o mundo, a China respondeu com 18,5 milhões de unidades, conforme dados da Rho Motion.
Essa liderança é resultado de investimentos massivos na construção de usinas de energia solar e eólica, totalizando 510 gigawatts de capacidade em escala de utilidade, conforme monitorado pelo Global Energy Monitor. A China também está expandindo sua capacidade de energia eólica e solar, prometendo implantar 3.600 gigawatts até setembro, seis vezes mais do que em 2020, além de investir em energia nuclear e até mesmo em energia de fusão.
A Venezuela representa uma pequena porcentagem das importações totais de petróleo da China, e qualquer intervenção dos EUA poderia reduzir drasticamente esse volume. No entanto, a China já está buscando alternativas, como a compra de petróleo sancionado da Rússia e do Irã, e investindo em sua própria produção interna de energia.
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A dependência da Venezuela como mercado consumidor é evidente, mas a China está se movendo em direção à independência energética, demonstrando uma abordagem de “petroestado” que contrasta com a postura dos Estados Unidos. Essa transição estratégica reforça a busca da China por fontes de energia mais seguras e estáveis, além de impulsionar o desenvolvimento de tecnologias de energia limpa.
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