A China anunciou que suspenderá as restrições adicionais à exportação de terras raras e encerrará investigações sobre empresas norte-americanas envolvidas na produção de chips. Essa decisão foi divulgada pela Casa Branca em 1º de novembro e faz parte de um acordo alcançado durante a primeira reunião presencial entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping desde o início do segundo mandato de Trump.
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Detalhes do Acordo
O pacto estabelece a emissão de licenças gerais para exportações de materiais estratégicos, incluindo gálio, germânio, antimônio e grafite, além das próprias terras raras. Essas licenças permitirão o envio desses insumos a usuários finais nos Estados Unidos e seus fornecedores internacionais.
A medida revoga os controles impostos pela China em 2022 e 2025, adiando em um ano as restrições adicionais previstas para outubro de 2025. Em contrapartida, Washington prorrogará a suspensão de algumas tarifas de retaliação impostas por Trump à China.
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Tarifas Congeladas
Uma tarifa de 100% sobre exportações chinesas aos EUA, que estava prevista para entrar em vigor em novembro, foi suspensa. Além disso, o governo americano ampliará a validade de exclusões tarifárias previstas na Seção 301 até 10 de novembro de 2026.
Terras Raras e sua Importância
Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos utilizados em produtos de alta tecnologia, como smartphones, turbinas eólicas, carros elétricos e sistemas de defesa. Apesar de não serem raros em termos geológicos, sua extração e refino são complexos e concentrados, com a China controlando cerca de 70% da capacidade global.
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Materiais como o gálio e o germânio são essenciais para a produção de chips semicondutores e painéis solares. O grafite é um componente crucial nas baterias de íons de lítio. O acordo representa um gesto de distensão na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, buscando estabilizar a relação bilateral após anos de tensões.
