China dispara: Comércio com Brasil bate recorde de US$ 171 bilhões em 2025

O intercâmbio comercial entre o Brasil e a China atingiu um patamar recorde em 2025, alcançando US$ 171 bilhões, conforme revelado pelo relatório divulgado nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026) pelo Conselho Empresarial Brasil-China. Esse valor representa um crescimento de 8,2% em comparação com o ano de 2024, superando em mais de 100% o volume do comércio com os Estados Unidos, que totalizou US$ 83 bilhões no mesmo período.
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Exportações Brasileiras e o Impulso da Soja
As exportações brasileiras para o mercado chinês somaram US$ 100 bilhões em 2025, consolidando-se como a segunda maior série histórica em 29 anos, iniciada em 1997. O volume foi inferior apenas aos US$ 104 bilhões registrados em 2023, segundo o relatório do Conselho Empresarial Brasil-China.
O aumento foi impulsionado significativamente pelo embarque de soja, que representou mais de um terço do valor total enviado ao país asiático, com um crescimento de 10% em relação a 2024.
Relação com os Estados Unidos
Em contraste, as vendas brasileiras para os Estados Unidos diminuíram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, representando uma redução de 6,6% ou US$ 2,65 bilhões em valores absolutos. Essa dinâmica se deve, em parte, ao fato de que 22% das exportações brasileiras para os EUA, equivalentes a US$ 8,9 bilhões, ainda estavam sujeitas às sobretaxas estabelecidas em julho de 2025.
Participação na Corrente Comercial Global
A China representa atualmente 27,2% de toda a corrente comercial brasileira com o mundo, que totalizou US$ 629 bilhões em 2025, com um aumento de 4,9%. Outros mercados registraram crescimento mais acelerado que a China. As exportações para Argentina e Índia aumentaram 31,4% e 30,2%, respectivamente.
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Importações Brasileiras de Produtos Chineses
As importações brasileiras de produtos chineses também atingiram um recorde no ano passado, alcançando US$ 70,9 bilhões, um aumento de 11,5% em comparação com 2024. Essas importações foram impulsionadas principalmente pela aquisição de um navio-plataforma para exploração petrolífera, além da compra de veículos elétricos híbridos, fertilizantes e produtos químicos.
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