Representante da China, Geng Shuang, expressa preocupação com detenção de Nicolás Maduro, alertando para ameaça à estabilidade global. Críticas às ações dos EUA e defesa da soberania latino-americana
O representante da China nas Nações Unidas, Geng Shuang, manifestou nesta segunda-feira, 5, uma forte preocupação com as ações dos Estados Unidos, especificamente a detenção do presidente Nicolás Maduro. Shuang classificou essa ação como uma ameaça significativa à estabilidade na América Latina, Caribe e em escala global.
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Ele criticou a priorização do poder americano em detrimento do multilateralismo e da diplomacia, destacando o risco de ações militares em vez de soluções pacíficas.
O embaixador chinês enfatizou o papel crucial dos países da América Latina e do Caribe na promoção da paz e da estabilidade. Ele defendeu o direito desses nações de trilharem seus próprios caminhos de desenvolvimento, sem interferências externas.
Essa posição reflete uma visão de que a região possui legitimidade para definir seu futuro político e econômico.
Shuang condenou veementemente as ações dos Estados Unidos, citando exemplos como as operações militares no Iraque e ataques ao Irã. Ele argumentou que essas intervenções não trouxeram soluções para os conflitos, apenas intensificaram a instabilidade e causaram sofrimento às populações locais.
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A crítica visa questionar a eficácia e a legitimidade das políticas americanas.
O diplomata chinês reiterou o pedido de garantia da segurança física de Nicolás Maduro e de sua esposa, além da sua imediata libertação. Ele enfatizou que nenhum país tem o direito de atuar como “polícia do mundo” ou de impor sua vontade a outros nações.
Essa posição ressalta a importância do respeito à soberania nacional e à autodeterminação dos povos.
Shuang instou os Estados Unidos a cessarem as “violações da soberania e segurança” de outros países, a interromperem os esforços para derrubar o governo venezuelano e a retornarem ao diálogo e à negociação. Ele propôs que as relações entre os países da região sejam baseadas no respeito mútuo, na igualdade e na não interferência em assuntos internos.
A China defende uma abordagem baseada no diálogo e na cooperação para resolver conflitos.
O Conselho de Segurança da ONU, o único órgão da organização com poder de usar a força militar, enfrenta limitações devido ao direito de veto dos seus membros-fundadores. A presença dos Estados Unidos no conselho pode impedir medidas contra o país em relação à Venezuela, devido ao seu direito de veto.
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