China enfrenta declínio demográfico alarmante: taxa de natalidade atóis mínima desde a era Mao. Em 2025, apenas 7,92 milhões de bebês nasceram, com queda de 17% em relação ao ano anterior
Em 2025, a China enfrentou um desafio demográfico significativo, registrando a menor taxa de natalidade desde a era Mao Zedong. O governo anunciou que apenas 7,92 milhões de bebês nasceram no ano, com uma taxa de 5,63 partos por mil habitantes. Essa queda, que representa um aumento de 4 anos consecutivos na redução da taxa de natalidade, resultou em uma diminuição de 3,39 milhões na população total do país.
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A cifra de 2025 marca uma queda de 17% em relação ao ano anterior, evidenciando a complexidade de um cenário demográfico em transformação.
A crise demográfica chinesa é resultado de uma combinação de fatores históricos e contemporâneos. A política do filho único, implementada a partir de 1979-1980, teve um impacto duradouro, acelerando a redução da taxa de natalidade. Além disso, o pessimismo econômico, a incerteza sobre o futuro, o alto custo da educação e a responsabilidade de cuidar de pais idosos contribuíram para o adiamento da decisão de ter filhos por muitos casais jovens.
Essa situação se agrava com a priorização da carreira e a adoção de novos estilos de vida, que desestimulam a formação de famílias.
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A queda na taxa de natalidade e o envelhecimento da população representam um desafio de longo prazo para a China. O país enfrenta uma força de trabalho reduzida, que não consegue sustentar uma população idosa e aposentada em crescimento. A diferença entre nascimentos e mortes, estimada em 400 milhões de crianças impedidas de nascer devido à política do filho único, agrava ainda mais a situação.
A preferência por filhos do sexo masculino, que resultou em um excesso de homens em relação às mulheres (33,59 milhões a mais em 2016), também contribui para o problema.
A situação econômica da China, marcada por desigualdade de renda e oportunidades, exacerba o cenário demográfico. A taxa de desemprego entre jovens (18 a 28 anos) atinge níveis elevados, com uma média de 16% nos últimos 5 anos, impulsionando a busca por oportunidades no exterior.
A competição no mercado de trabalho, com profissionais da Índia e outros países, e a falta de emprego em áreas que condizem com a formação acadêmica dos jovens geram preocupações econômicas. Estudos apontam que a desigualdade de renda na China, que se intensificou desde a década de 1980, pode levar a investimentos abaixo do ideal em saúde e educação, além de enfraquecer o apoio a reformas que impulsionem o crescimento e levar a políticas populistas.
As projeções demográficas da ONU indicam que, se a tendência continuar, a população chinesa pode cair dos atuais 1,4 bilhão para cerca de 633 milhões até o ano de 2100. A complexidade do cenário exige medidas urgentes para incentivar tanto os casamentos quanto os nascimentos, buscando reverter a trajetória de declínio demográfico e garantir um futuro sustentável para a nação.
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