China Manifesta Preocupação com Declarações do Japão sobre Taiwan
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou forte preocupação com as declarações recentes da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, durante sua participação na Conferência de Segurança de Munique, em 14 de fevereiro de 2026.
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A fala ocorreu em um evento denominado “Sessão Especial da China”, onde o diplomata chinês respondeu a questionamentos e reiterou a posição da China sobre a questão de Taiwan.
Críticas à Posição Japonesa e Referências Históricas
Wang Yi condenou as declarações de Takaichi, que sugeriu que o Japão poderia exercer o direito à autodefesa coletiva em caso de “crise” em Taiwan. O ministro argumentou que essa postura desafia a soberania nacional da China e a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
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Além disso, ele estabeleceu comparações entre o tratamento que o Japão recebeu após a guerra e o tratamento que a Alemanha oferece à sua própria história, mencionando a proibição alemã da promoção do nazismo.
Acusações de Militarismo e Rejeição de Responsabilidade
Wang Yi acusou as declarações de Takaichi de revelarem ambições de invasão e colonização de Taiwan, além de reviver o militarismo. O ministro lembrou que o Japão justificou sua agressão contra a China como uma “situação de crise e sobrevivência”.
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Ele também solicitou que países que valorizam a paz alertem o Japão sobre as consequências de suas ações, enfatizando que qualquer tentativa de retrocesso histórico resultaria em derrota.
China como Pilar da Paz na Ásia-Pacífico
Ao ser questionado sobre a responsabilidade da China na escalada de tensões na região da Ásia-Pacífico, Wang Yi rejeitou a acusação. Ele destacou que a Ásia mantém um ambiente de paz geral, citando o conflito fronteiriço entre Camboja e Tailândia, que foi resolvido rapidamente com a colaboração de diversos países, incluindo a China.
O ministro enfatizou que a China continuará desempenhando um papel construtivo para a estabilidade regional, alertando para “movimentos perigosos” por parte do Japão.
