China acusa UE de protecionismo e anuncia retaliações em nova crise bilateral

China Manifesta Preocupação com Plano da União Europeia e Ameaça Represálias
Pequim expressou nesta segunda-feira, 27, sérias preocupações em relação a um novo plano da União Europeia (UE) que visa proteger a indústria europeia da forte concorrência da China. O governo chinês prometeu tomar medidas de retaliação caso a iniciativa seja implementada, demonstrando a intensidade da disputa.
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A situação se agrava em um contexto de tensões comerciais globais e preocupações com o futuro da produção industrial.
A reação chinesa veio após a UE ter anunciado, no domingo, 26, uma série de sanções contra empresas chinesas que foram incluídas em uma lista de restrições relacionadas à guerra na Ucrânia. A medida, parte do 20º pacote de sanções da UE, visa punir empresas que fornecem armas ou bens de dupla utilização à Rússia.
A China considera essas ações como discriminação sistêmica e ameaça responder com retaliações.
O plano da UE, apresentado em março, estabelece regras “Made in Europe” para empresas que buscam acesso a fundos públicos em setores estratégicos, como automóveis e aço. A proposta exige que as empresas incorporem um mínimo de componentes europeus, buscando fortalecer a indústria local e evitar a perda de empregos.
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O Ministério do Comércio chinês enfatizou que a legislação europeia pode prejudicar os interesses das empresas chinesas, justificando a ameaça de represálias.
Impacto nas Empresas e Preocupações com o Protecionismo
Várias empresas europeias já manifestaram preocupação com a concorrência desleal de seus rivais chineses, que frequentemente recebem fortes subsídios governamentais. O plano europeu também visa restringir o acesso de empresas estrangeiras a setores-chave, como baterias e veículos elétricos, exigindo que se associem a companhias europeias e transfiram tecnologia.
A Câmara de Comércio Chinesa na UE criticou o plano, considerando-o um passo em direção ao protecionismo que afetará a cooperação comercial entre a Europa e a China.
Sanções e Relações Bilaterais Tensionadas
Paralelamente à disputa sobre o plano industrial, a China reagiu com indignação à inclusão de empresas chinesas na lista de sanções da UE devido à invasão russa da Ucrânia. O Ministério do Comércio chinês acusou a UE de ignorar as preocupações e a oposição do país, considerando a iniciativa prejudicial à confiança mútua e à relação bilateral.
A China exige a exclusão imediata de empresas e cidadãos chineses da lista de sanções e a busca por soluções por meio do diálogo.
Retaliação e Diálogo em Curso
A tensão entre a China e a UE se intensificou recentemente com a suspensão de sanções impostas a bancos lituanos em agosto de 2025, e com a decisão da UE de anular sanções contra entidades chinesas. A China tem adotado uma postura ambígua em relação ao conflito na Ucrânia, buscando o diálogo entre as partes, mas sem condenar a invasão russa ou se somar às sanções ocidentais, ao mesmo tempo em que aprofunda seus laços com Moscou.
A situação demonstra a complexidade das relações comerciais e políticas entre a China e a Europa.
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