China acompanha situação na Venezuela após operação dos EUA que capturou Maduro e Maria Corina Machado. Governo chinês repudia ação e pede respeito à soberania venezuelana
O porta-voz do governo chinês, Lin Jian, afirmou nesta segunda-feira (5.jan.2026) que o país está “acompanhando de perto” a situação na Venezuela após a operação dos Estados Unidos que capturou (PSUV, esquerda) e sua mulher, . O governo chinês voltou a repudiar a ação norte-americana na Venezuela e reforçou o pedido feito no domingo (4.jan) para do presidente venezuelano deposto e Cilia.
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Lian disse que a China ficou “chocada” com a operação que configura uma “clara” violação das leis internacionais. O governo chinês mantém boas relações com Maduro, mas declara possuir “parceiros e não aliados”, baseando sua política na América Latina em um princípio de não interferência em assuntos internos.
Questionado por jornalistas se a China lideraria uma proposição na reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), o porta-voz disse que o país vai “trabalhar junto com a comunidade internacional”. Não deu detalhes se a China terá algum protagonismo no encontro que será realizado nesta segunda-feira (5.jan).
Jian foi perguntado sobre o tema da reunião entre o representante da China para Assuntos da América Latina e do Caribe, Qiu Xiaoqi, que da operação norte-americana. O porta-voz não deu detalhes sobre o encontro, mas disse que se tratava de uma visita de rotina de Xiaoqi. “É o seu trabalho visitar países da América Latina para estreitar laços de amizade”, declarou.
Segundo Jian, até o momento não há notícias de que cidadãos chineses foram impactados pelos bombardeios dos EUA na Venezuela e nenhum integrante da comitiva de Xiaoqi foi atingido ou ferido.
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O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou Maduro e . O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2.jan.2026).
A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do da (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA.
A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA.
O secretário de Estado, , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, Trump que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
“Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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