O Departamento do Tesouro dos EUA concedeu uma licença geral na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, que permite a empresas petrolíferas americanas reabilitar perfurações, oleodutos e outros ativos existentes na Venezuela, mesmo com o país ainda sob sanções.
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Essa medida abre caminho para que as companhias iniciem preparativos para operações em campos petrolíferos venezuelanos que não recebem investimentos há décadas.
Avanço nos Esforços da Administração
A nova autorização, emitida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, representa um avanço nos esforços do presidente dos EUA, de orientação republicana, para atrair empresas internacionais de petróleo a investirem na Venezuela após a presença de forças militares norte-americanas no país em janeiro deste ano.
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Licenças Específicas Emitidas
O Tesouro dos EUA emitiu três autorizações específicas: “Autorizando o Fornecimento de Determinados Itens e Serviços à Venezuela”; “Autorizando Determinadas Transações Necessárias às Operações Portuárias e Aeroportuárias”; e “Autorizando Determinadas Atividades Envolvendo Petróleo de Origem Venezuelana”.
Essas licenças visam facilitar o comércio de petróleo venezuelano e a importação de produtos químicos norte-americanos para diluir o petróleo pesado, tornando-o transportável.
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Restrições e Beneficiários
A licença mantém restrições similares às anteriores, proibindo trabalhos com entidades ligadas à Rússia, Irã, Coreia do Norte, China e Cuba. Empresas de serviços do setor petrolífero serão as primeiras a se beneficiar da nova licença. Grandes companhias como Chevron e a espanhola Repsol, que já mantêm operações na Venezuela, poderão utilizar a autorização para melhorar seus investimentos existentes.
Perspectivas e Limitações
Um professor da Universidade Tulane e diretor associado do Instituto de Energia Tulane, Smith, comentou que “Uma licença geral certamente forneceria suporte à Halliburton e algumas das outras grandes empresas de serviços”. Ele também espera que empresas já operando na Venezuela, como Chevron e Repsol, usem a licença geral para “otimizar” seus investimentos existentes, permitindo aumentos marginais na produção sem arriscar grande quantidade de capital adicional.
A Chevron é a única produtora de petróleo norte-americana que mantém operações na Venezuela.
