Chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro Britânico Renuncia Após Crise Política
Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), anunciou sua demissão neste domingo (8.fev.2026). A decisão veio após ele assumir a responsabilidade pela recomendação que levou à nomeação do ex-ministro Peter Mandelson para um cargo diplomático nos Estados Unidos.
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A saída de McSweeney ocorre em um momento de grande instabilidade política para o governo trabalhista, a maior crise desde sua volta ao poder em 2024.
Críticas e Desgaste Político
O caso ganhou destaque após a divulgação de informações sobre a relação de Mandelson com Jeffrey Epstein, um financista norte-americano condenado por crimes sexuais. A controvérsia gerou críticas de parlamentares da oposição e de setores do próprio Partido Trabalhista, que questionam a avaliação política feita pelo governo na indicação de Mandelson para a função diplomática.
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A equipe de Starmer busca conter o desgaste político causado pela situação.
Detalhes da Crise
McSweeney era considerado o principal estrategista político de Starmer e um dos arquitetos da vitória eleitoral do Partido Trabalhista. A decisão de deixar o cargo foi tomada após ele reconhecer que errou ao aconselhar o primeiro-ministro na escolha de Mandelson.
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Em declaração pública, Starmer expressou gratidão pelo trabalho de McSweeney, destacando seu papel na reconstrução do partido.
Controvérsia com Jeffrey Epstein
A crise se intensificou com a revelação de contatos entre Peter Mandelson e Jeffrey Epstein nos anos de 2009 e 2010. Relatos indicam que Mandelson manteve comunicação com Epstein após a primeira condenação do financista nos Estados Unidos, levantando dúvidas sobre a avaliação de riscos realizada pelo governo britânico.
A situação aumentou a pressão sobre Downing Street, sede do governo do Reino Unido.
Sobre Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano envolvido com a proteção de menores. Ele foi condenado em 2008 por crimes sexuais na Flórida e novamente preso em 2019 por acusações federais de tráfico sexual. Epstein faleceu na prisão em Nova York em 2019, em circunstâncias que foram oficialmente classificadas como suicídio.
