Em Pequim, no início do inverno do hemisfério norte, uma cena incomum atrai a atenção de visitantes: chineses acendendo fogueiras nas calçadas, queimando papéis e liberando um aroma característico de queimado. Em uma esquina, diversas fogueiras, algumas já apagadas, se destacavam.
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Essa prática é parte do Festival Hanyi, também conhecido como Festival de Roupas de Inverno.
O Festival Hanyi é uma tradição milenar que honra a memória dos mortos. Os praticantes queimam roupas de inverno feitas de papel, acreditando que estão enviando essas roupas para os entes queridos, preparando-os para o inverno após a morte.
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A tradição remonta à dinastia Zhou (1046 a.C.-256 a.C.) e está ligada a rituais ancestrais. Uma história popular narra o caso de uma mulher que viajou longas distâncias para entregar roupas ao seu marido, que trabalhava na construção da Grande Muralha da China.
Ao descobrir sua morte, ela queimou as roupas que havia feito para ele, como um ato de luto e para garantir que ele teria o que precisava no “outro lado”.
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O Festival Hanyi é um dos três festivais dedicados à memória dos mortos na cultura chinesa. Os outros são o Festival Qingming, onde as famílias limpam os túmulos dos entes queridos, e o Festival Zhongyuan, realizado quando são feitas cerimônias para apaziguar fantasmas.
O Festival Hanyi é realizado no 1º dia do 10º mês do calendário lunar chinês. Em 2025, a data caiu em 20 de novembro, devido à utilização do calendário lunar.
