A Corporação de Alumínio da China (Chalco) e a Rio Tinto fecharam um acordo para adquirir uma participação majoritária na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por R$ 4,7 bilhões. A joint-venture, com a Chalco detendo 67% e a Rio Tinto 33%, visa garantir a produção de alumínio com baixo impacto ambiental, em um cenário de alta nos preços do metal.
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O negócio representa um fortalecimento dos laços estratégicos entre as duas empresas, impulsionando sua expansão na América Latina.
Detalhes da Transação
O acordo, totalmente em dinheiro, prevê um desembolso de R$ 10,5 por ação, assegurando à joint-venture uma participação de 68,6% na CBA. Esse valor representa um prêmio de 21,2% em relação ao preço das ações da empresa-alvo nos últimos 20 dias de negociação.
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Após a conclusão, a CBA se tornará uma subsidiária da Chalco.
Cenário de Mercado e Operações da CBA
A aquisição ocorre em um momento de forte alta nos preços do alumínio, com contratos futuros na LME (Bolsa de Metais de Londres) subindo mais de 45%, de US$ 2.300 para US$ 3.356 por tonelada entre abril de 2025 e janeiro de 2026. A CBA, fundada em 1941, é a única produtora de alumínio totalmente integrada do Brasil, gerenciando toda a cadeia produtiva, desde a mineração de bauxita até o processamento do metal.
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A empresa utiliza energia renovável, com capacidade de autoprodução de 1,6 gigawatts proveniente de 21 usinas hidrelétricas e quatro parques eólicos. A CBA opera três minas de bauxita, com produção anual de 2 milhões de toneladas, e em 2024, produziu 720 mil toneladas de alumina e 364,5 mil toneladas de alumínio líquido, representando mais de 1/3 do mercado primário de alumínio do Brasil.
Perspectivas Futuras e Considerações
O complexo da CBA, com sede em São Paulo, inclui uma refinaria de alumina com capacidade para 800 mil toneladas e uma fundição que produz 400 mil toneladas de alumínio eletrolítico anualmente. A empresa reportou receita de R$ 6,6 bilhões e lucro líquido de R$ 393 milhões nos três primeiros trimestres de 2025, uma recuperação em relação ao prejuízo líquido de R$ 73 milhões em 2024.
A controladora da Chalco, a Corporação de Alumínio da China, é a maior acionista individual da Rio Tinto, e ambas são parceiras no desenvolvimento de projetos na Guiné. A joint-venture planeja realizar uma oferta pública obrigatória das ações restantes da CBA, embora essa possibilidade possa ser reavaliada.
A transação foi aprovada pelos órgãos reguladores antitruste, pela Secretaria da Energia Elétrica do Brasil e pelos órgãos reguladores de investimentos estrangeiros da China.
