Greve geral na Argentina paralisa o país! CGT acusa Milei e intensifica protestos. Voos cancelados e alerta de repressão do governo. Saiba mais!
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical da Argentina, iniciou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, uma greve geral de 24 horas em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo. O movimento se intensificou com a interrupção das atividades laborais desde a madrugada, embora sem manifestações públicas em larga escala.
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O setor de transportes, incluindo ônibus, trens e metrô, está particularmente afetado pela paralisação.
A greve geral também causou um impacto significativo na mobilidade aérea entre a Argentina e o Brasil. A Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, impactando cerca de 31 mil passageiros. Desses, 21 voos tinham destino ou origem no Brasil. Companhias aéreas como LATAM e Gol também precisaram cancelar ou reprogramar voos no país, devido à adesão formal da CGT à greve, que envolve a Intercargo, empresa responsável pelos serviços de rampa nos aeroportos argentinos.
Em paralelo à greve, o governo argentino emitiu um comunicado na terça-feira, 17 de fevereiro, estabelecendo “medidas de segurança” para a imprensa, alertando para a possibilidade de repressão em áreas próximas ao Congresso. A mídia foi designada para operar em uma “zona exclusiva” em ruas laterais da praça, com a recomendação de evitar posicionamentos próximos a possíveis focos de violência e às forças de segurança.
O governo declarou que agiria em caso de atos de violência.
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O governo espera que a reforma trabalhista seja votada na Câmara dos Deputados em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, data da inauguração das sessões ordinárias do Congresso, pelo presidente Javier Milei. A reforma, que modifica regras de contratação, férias, jornada de trabalho e negociação coletiva, representa uma das maiores mudanças na legislação argentina desde os anos 70.
A oposição, liderada pela CGT, considera a reforma um retrocesso e intensificou a mobilização.
A tensão entre sindicatos e governo aumentou após a aprovação da reforma no Senado, onde manifestantes contrários à proposta entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires, em 11 de fevereiro. Aprovada na Câmara baixa, a reforma poderá sofrer alterações durante sua tramitação, com a CGT mantendo sua oposição.
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