Ceron alerta: Brasil enfrenta desafios no controle das despesas e da dívida pública! Ajustes na Previdência e cenário global ameaçam o equilíbrio fiscal. Saiba mais!
O secretário do Tesouro Nacional, em declarações recentes, destacou que o principal desafio do Brasil reside em “reduzir a dinâmica de crescimento de despesas obrigatórias” com o objetivo de ampliar o volume de investimentos. A conversa se concentrou em como equilibrar as contas públicas, considerando o cenário econômico em constante mudança.
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Ceron enfatizou a necessidade de “normalizar ajustes da Previdência”, ressaltando que ela precisa acompanhar o aumento da expectativa de vida no país. Ele mencionou que o crescimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), um auxílio do governo federal para pessoas com deficiência ou idosos, apresentou um crescimento de 9% em 2025, o que não é considerado saudável para o futuro, apesar das correções implementadas para evitar abusos.
Ao ser questionado sobre a dívida pública, que atingia cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2032, Ceron atribuiu a instabilidade em parte à política monetária dos Estados Unidos em 2024, que elevou as taxas de juros e gerou incerteza.
Ele também mencionou o anúncio de um pacote de corte de gastos, incluindo a tributação do Imposto de Renda, como um fator de instabilidade.
O secretário afirmou que o governo, “em praticamente todo semestre”, apresentava propostas para conter a despesa e expressou confiança de que os ajustes feitos no ano anterior seriam suficientes para atingir a meta fiscal de superávit de 0,25% do PIB, caso o cenário não se alterasse drasticamente.
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Ele indicou que, se necessário, haveria ajustes adicionais, levados às instâncias de decisão, com o presidente.
Ceron não descartou a possibilidade de o Tesouro Nacional fazer novos aportes aos bancos estatais, mencionando um compromisso de aportes até 2027, assim como a empresa se comprometeu a realizar diversas reestruturações. Ele também destacou a importância da decisão sobre a usina de Angra 3, com investimentos de dezenas de bilhões de reais se for concluída, ou dezenas de bilhões para a demolição, caso contrário.
Ao ser questionado sobre a possível nomeação de um novo secretário-executivo no Ministério da Fazenda, substituindo o atual titular, Ceron afirmou que buscou conduzir um trabalho sério e que estava à disposição para ajudar o ministro e Lula, indicando que desejava permanecer até o final do ciclo atual.
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