Em um julgamento na Califórnia, na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, negou que a plataforma causasse vício em seus usuários. O depoimento faz parte de uma investigação que analisa a relação entre o uso do aplicativo e o bem-estar psicológico de adolescentes.
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Mosseri enfatizou a distinção entre “vício clínico” e “uso problemático”, buscando esclarecer as preocupações levantadas.
Questionamentos sobre Prioridades da Empresa
O advogado da acusação, Mark Lanier, questionou Mosseri sobre se a Instagram priorizava o lucro em detrimento da segurança dos usuários, especialmente adolescentes. Lanier também indagou sobre a influência dos filtros estéticos da plataforma na promoção de procedimentos cirúrgicos de embelezamento.
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Mosseri respondeu que a empresa realiza testes de novos recursos, implementando-os primeiro em usuários mais jovens antes do lançamento oficial.
“Estamos tentando ser o mais seguros possível, mas também censurar o mínimo possível”, declarou o CEO. A declaração reflete a tensão entre a busca por inovação e a responsabilidade pela segurança dos usuários.
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Reações e Implicações do Depoimento
Após o depoimento de Mosseri, o advogado e fundador do Social Media Victims Law Center, Mark Lanier, expressou ceticismo, afirmando que o depoimento revelou o que as famílias já suspeitavam: os executivos do Instagram deliberadamente priorizaram o crescimento da empresa em detrimento da segurança dos menores.
A declaração de Lanier se alinha com o argumento central da acusação, que sustenta que as plataformas desenvolveram intencionalmente produtos e recursos viciantes para atrair e manter jovens usuários.
Contexto Legal e Processo
O processo envolve centenas de famílias e distritos escolares que processaram a Meta, Snapchat, TikTok e YouTube, alegando que as empresas criaram produtos viciantes que prejudicam a saúde mental dos jovens. O processo começou com uma ação movida por uma jovem de 20 anos que alega ter sofrido depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e distorções de autoimagem após usar redes sociais desde os 6 anos de idade.
Durante as argumentações iniciais, a acusação apresentou documentos que sugerem que as empresas tinham plena consciência dos danos causados. Um ponto central da acusação é o recurso de “rolagem infinita”, que, segundo depoimentos, impede que o usuário tenha um ponto de pausa natural, mantendo-o preso ao aplicativo por períodos prolongados.
A defesa da Meta e do Google argumenta que as plataformas oferecem ferramentas de controle parental e que a responsabilidade pelo bem-estar dos menores deve ser compartilhada com as famílias. O TikTok e o Snapchat estabeleceram acordos confidenciais antes do início do julgamento.
