Celulares em Sonhos: Por Que a Tecnologia Ignorada em Nossas Noites?

Celulares nos sonhos? Surpreendente! đŸ“±đŸ˜Ž Pesquisas revelam que o aparelho quase nunca aparece nos nossos sonhos, apesar de usarmos o celular 186 vezes por dia. Descubra por que o sono ignora o smartphone e as teorias chocantes por trĂĄs dessa ausĂȘncia. đŸ€Ż #sonhos #celular #psicologia

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(Imagem de reprodução da internet).

A Estranha AusĂȘncia do Celular nos Sonhos

O celular se tornou um companheiro constante na vida moderna, presente em quase todas as nossas atividades diårias. No entanto, uma observação intrigante se destaca: o aparelho raramente aparece nos nossos sonhos. Essa discrepùncia levanta questÔes sobre como o cérebro seleciona e processa informaçÔes durante o sono, e por que certos elementos da nossa vida cotidiana são negligenciados no mundo onírico.

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Pesquisas revelam que, em mĂ©dia, as pessoas checam seus smartphones cerca de 186 vezes por dia, um hĂĄbito que se traduz em uma olhada a cada cinco minutos enquanto estĂŁo acordadas. No entanto, o celular aparece em menos de 1% dos quase 4,5 milhĂ”es de sonhos catalogados no Sleep and Dream Database, um banco de dados que reĂșne relatos de sonhos obtidos por diferentes fontes.

Segundo o psicólogo e pesquisador de sonhos Kelly Bulkeley, a presença do celular em sonhos era de apenas 3,55% entre mulheres e 2,69% entre homens em 2016.

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Por Que Carros e Viagens Aparecem Mais do que Celulares nos Sonhos?

Bulkeley nĂŁo apresentou uma explicação definitiva, mas apontou um contraste significativo: meios de transporte costumam ser mais comuns nos sonhos do que tecnologias de comunicação. Ele sugere que experiĂȘncias ligadas a deslocamento tĂȘm um impacto sensorial e fĂ­sico mais intenso, afetando o corpo de forma mais direta e visceral.

Carros, viagens e movimento afetam o corpo de maneira mais intensa, enquanto celulares, vĂ­deos e computadores podem ser envolventes, mas nĂŁo provocam o mesmo tipo de estĂ­mulo corporal.

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Psicoterapeuta Diz que Celular Ă© ‘Meio’, nĂŁo Emoção

Outra hipĂłtese Ă© defendida pela psicoterapeuta Brigitte Holzinger, diretora do Instituto de Pesquisa da ConsciĂȘncia e dos Sonhos, em Viena, na Áustria. Segundo ela, o celular pode nĂŁo aparecer nos sonhos porque funciona mais como uma plataforma do que como um gatilho emocional em si.

A ideia Ă© que tendem a surgir com mais força em experiĂȘncias diretas — como interaçÔes presenciais — do que em situaçÔes mediadas por uma tela.

Pouco Peso SimbĂłlico para o Subconsciente

A psiquiatra Sham Singh, da rede Winit, tambĂ©m apresentou uma explicação semelhante em 2025. Segundo ela, o telefone Ă© um dispositivo usado de maneira consciente, mas com pouca carga simbĂłlica, o que reduziria sua chance de aparecer nos sonhos. Ela ainda argumenta que a tecnologia muda tĂŁo rĂĄpido que o pode nĂŁo ter tempo de incorporar esses objetos Ă  “linguagem simbĂłlica” tĂ­pica do sonho.

Hipótese Evolutiva Sugere que Sonhos Priorizam Ameaças Antigas

Uma terceira explicação citada no texto vem da jornalista científica Alice Robb, autora do livro Why We Dream: The Transformative Power of Our Nightly Journey. Em entrevista ao site The Cut, ela relacionou o tema à “hipótese de simulação de ameaça”.

Essa teoria sugere que sonhar pode funcionar como uma forma de lidar com medos e ansiedades em um ambiente seguro, como se fosse um treinamento mental para situaçÔes estressantes. Dentro dessa lĂłgica, os sonhos teriam sido moldados ao longo da evolução humana, o que faria com que temas ligados Ă  sobrevivĂȘncia aparecessem mais do que elementos recentes, como tecnologias modernas.

Robb também menciona que pessoas tendem a sonhar menos com leitura e escrita, por exemplo, e mais com situaçÔes como luta e perigo, mesmo quando isso não faz parte da vida real.

Apesar das Hipóteses, o Texto Reforça que Sonhos são Complexos e Não Há uma Explicação Única Capaz de Servir para Todos

Conforme destaca a neurofisiologista William Dement, um dos nomes mais conhecidos da medicina do sono, o sonho permite que cada pessoa seja “insana, em silĂȘncio e com segurança todas as noites”, e talvez o celular simplesmente nĂŁo seja um elemento central nesse cenĂĄrio.

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