Celso Amorim vê aprovação UE-Mercosul como passo crucial em crise global

Celso Amorim vê aprovação UE-Mercosul como avanço em cenário de crise multilateral. Acordo comercial pode ser o maior da história da UE, enfrenta resistências e posicionamento do governo Lula

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(Imagem de reprodução da internet).

Aprovação do Acordo UE-Mercosul Vista como Passo Crucial em Contexto de Crise Multilateral

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, avaliou nesta sexta-feira, 9, que a aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul representa um avanço significativo, especialmente considerando o cenário global de desafios ao multilateralismo.

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Amorim destacou a importância do acordo sob perspectivas econômica – com foco na diversificação – e geopolítica, ressaltando a crescente fragmentação do mundo e a crise que o multilateralismo enfrenta atualmente.

Aguardam Confirmação Formal dos Votos

O embaixador ponderou que ainda é prematuro determinar os próximos passos a serem dados. Ele enfatizou a necessidade de observar se a aprovação obtida nesta sexta-feira se consolida, o que poderá ocorrer no início da tarde. O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores ainda não emitiram declarações oficiais sobre o avanço, aguardando o encerramento do encontro que está sendo realizado em Bruxelas, Bélgica.

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Resistências e Preocupações com o Acordo

Em Bruxelas, embaixadores dos estados membros da União Europeia concederam aprovação provisória para a assinatura do acordo comercial. Trata-se de um pacto comercial de grande magnitude, que pode ser o maior da história do bloco europeu, após décadas de negociações.

O prazo para a confirmação escrita dos votos se encerra logo mais, às 13h (horário de Brasília).

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Preocupações de Agricultores e Posicionamento do Governo Lula

A aprovação do acordo enfrenta resistências, motivadas pelo protecionismo de países como França e Itália. Agricultores expressam receios em relação à concorrência desleal com produtos como carne bovina e açúcar, provenientes de países do Mercosul.

Em dezembro, o presidente Lula (PT) sinalizou um ultimato, indicando que interromperia as negociações caso o acordo não avançasse. A expectativa era de assinatura na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Foz do Iguaçu, mas o evento não ocorreu.

Diante dos entraves, Lula afirmou, em evento no Planalto, que o Brasil não faria novos acordos enquanto ele estivesse no cargo.

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