CCJ pede vista em processo que pode tirar mandato de Carla Zambelli

CCJ pede vista em processo que pode tirar mandato de Carla Zambelli. STF já condenou deputada. Processo aguarda análise da CCJ após relatório e votação.

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(Imagem de reprodução da internet).

A Comissão Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados decidiu, na terça-feira, 2 de dezembro de 2025, solicitar vista ao processo que trata da possível perda de mandato da deputada federal (PL-SP), Carla Zambelli. Essa medida implica em um pedido de mais tempo para análise do caso, adiando a avaliação pelo colegiado em duas sessões.

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Relatório e Votação Inicial

Na mesma terça-feira, o relator do processo, deputado federal (Republicanos-PR), apresentou seu relatório ao colegiado, votando contra a aprovação da perda do mandato. A análise do caso permanece em aberto, aguardando o período de vista solicitado pela CCJ.

Reações e Críticas ao Relatório

O líder do PT na Câmara dos Deputados (RJ) manifestou críticas ao relatório apresentado. Em declaração, o petista expressou surpresa e espanto com a posição defendida por Garcia, referindo-se a Zambelli (PL-SP) e a outros parlamentares que se encontram fora do país e podem ter seus mandatos afetados.

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O petista defendeu que a Casa Baixa busca “desmoralizar a instituição [Câmara]” e que é necessário “afastar imediatamente” Zambelli do cargo.

Ações Legais e Decisões Judiciais

Carla Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em maio a 10 anos de prisão e à perda do mandato, em decorrência da invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A deputada está detida na Itália desde julho, onde aguarda audiência de extradição.

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O presidente da Câmara (Republicanos-PB) optou por submeter a decisão do STF à votação dos deputados, em vez de seguir imediatamente a recomendação judicial. Em junho, Zambelli foi considerada foragida e seu nome foi incluído na lista da Interpol, a pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Em agosto, o STF também a condenou a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo.

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