CBSF Distribuidora muda de nome em meio a investigações por fraudes financeiras. A empresa, ligada a Reag Investimentos, é alvo de apurações da PF e MPF.
A CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. adotou uma nova identidade jurídica, anteriormente conhecida como Reag Trust DTVM. Essa mudança recente ocorre em um contexto de investigações que envolvem a empresa e suas operações no mercado financeiro nacional.
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Localizada na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, na região da Faria Lima, a instituição fazia parte do grupo Reag Investimentos, uma plataforma independente fundada em 2012 por João Carlos Mansur. Apesar de a CBSF ser classificada no segmento S4 – indicando um risco sistêmico baixo e participação limitada nos ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) – ela desempenhava um papel crucial na administração fiduciária e custódia de fundos do grupo.
A empresa foi constituída em junho de 2019, obtendo autorização para operar no início de 2020. Suas atividades principais incluíam a administração, custódia e escrituração de títulos e valores mobiliários. A alteração da razão social de “Reag Trust” para “CBSF” é vista por analistas de mercado como uma tentativa de distanciar a distribuidora da marca “Reag”, que enfrentava desgaste reputacional devido a operações como Compliance Zero e Carbono Oculto.
Investigações indicam que a situação da CBSF não é isolada, mas parte de uma crise que envolve acusações de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. A instituição é apontada por autoridades como peça-chave em um esquema com conexões diretas com a Reag Investimentos, que foi liquidada em novembro do ano passado.
A Polícia Federal (PF), com acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF), investiga a estrutura da antiga Reag Trust, suspeita de ter sido utilizada para operacionalizar transações fraudulentas e “relâmpago” entre fundos de investimento, dificultando o rastreamento de recursos.
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Há também apurações sobre a possível utilização de fundos geridos pela CBSF para ocultar patrimônio ligado a organizações criminosas. A figura central por trás do grupo é João Carlos Mansur, que lidera a gestão da empresa e seus fundos, atraindo a atenção das autoridades regulatórias devido ao crescimento atípico de certos ativos e à proximidade com um ex-controlador do Banco Master.
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