O setor da construção civil demonstra apreensão em relação à possível alteração da escala de trabalho de 6×1, proposta pelo Ministério do Trabalho. Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), enfatiza a necessidade de uma análise aprofundada e abrangente, devido ao impacto direto nos custos sem um aumento imediato na produtividade.
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Produtividade como Fator Chave
Correia ressalta que o Brasil enfrenta desafios de competitividade no mercado internacional, impulsionados pela baixa produtividade, resultante de fatores como o “custo Brasil”, burocracia, falta de infraestrutura, questões educacionais e tecnológicas.
Ele defende que o avanço nesses aspectos é pré-requisito para qualquer mudança na jornada de trabalho.
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Negociação Coletiva e Ajustes Regionais
A CBIC aponta que a negociação coletiva já é utilizada para ajustar a jornada de trabalho, com 29% das convenções coletivas abordando o tema. Correia destaca a importância de considerar as particularidades regionais, citando que a média nacional de 38,7% é significativamente diferente no Norte e Nordeste, onde esse índice atinge 50%, refletindo a necessidade de proteção para uma parcela da população formal.
Desburocratização e Oportunidades
Correia menciona que a burocracia na aprovação de projetos representa cerca de 12% do custo de um imóvel no Brasil, conforme levantamento da CBIC. Ele acredita que um esforço conjunto dos governos municipais, estaduais e federais para desburocratizar os processos de licenciamento e aprovação de obras seria fundamental.
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Conclusão
Apesar das discussões em curso, a CBIC expressa confiança de que o setor manterá uma relação positiva com o Ministério do Trabalho, buscando contribuir ativamente para o debate sobre a jornada de trabalho e a retomada da competitividade do setor da construção civil.
