Futebol e Investimento: Uma Relação que Continua
Nos últimos tempos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem feito anúncios de novos patrocinadores oficiais – e o volume dos investimentos demonstra que se trata de grandes empresas do mercado. A Sadia, a Uber, a Volkswagen, o iFood e outras marcas, algumas retornando, se juntaram ao universo do futebol, expandindo o portfólio da entidade em um ano de Copa do Mundo.
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Oportunidades e a Visão do Mercado
Nos clubes, a tendência é a mesma: anunciantes continuam chegando. No entanto, surgem questionamentos nas redes sociais: essas empresas realmente não se importam com a reputação das gestões das entidades esportivas? Diante dos escândalos, das polêmicas e das críticas constantes, é natural que a dúvida persista.
Retorno sobre o Investimento
Entendo que as empresas se importam, mas priorizam o retorno sobre o investimento (ROI). Enquanto a Seleção Brasileira – ou a Argentina, por exemplo – entrega sucesso em campo, emoção global e uma legião de fãs apaixonados, a marca continua valendo ouro.
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“Ruído de Fundo” e a Prioridade do Jogo
As gestões polêmicas viram “ruído de fundo”: um barulho que incomoda, mas não justifica abandonar um ativo tão rentável. É o clássico: o show deve continuar. Se um dia o apelo cair de verdade – seca prolongada de títulos, desinteresse do público ou escândalos irrecuperáveis –, aí sim os patrocinadores repensariam e sairiam correndo.
O Legado e a Perspectiva Atual
Por enquanto, o campo manda. A bola rolando decide mais do que qualquer manchete. Outra pergunta que tem circulado é: “E o compliance rigoroso nisso tudo? Não há risco reputacional?”. A resposta mais direta é que, nesses casos, o compliance pesa o risco material (o que pode efetivamente impactar o negócio) contra o risco percebido (o que aparece na mídia e nas redes).
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O Valor da História
Na prática, adota-se a mesma lógica: o show deve continuar. É importante lembrar que o Brasil não tem títulos recentes – a última Copa foi em 2002, e as eliminações recentes doem. Mesmo assim, para os investidores, a marca Brasil é histórica.
O legado imbatível – Pelé, Ronaldo, Romário, a amarelinha, as cinco estrelas – ainda é visto como um tesouro inabalável. Enquanto houver chance real de brilhar, de entregar visibilidade massiva e emoção, sempre vai existir interesse em vincular a imagem da marca ao poder do futebol.
Isso vale para o mundo todo: da Europa à América Latina, as grandes marcas abraçam o jogo quando a bola rola de verdade.
