No interior de Pernambuco, a poucos quilômetros de Feira Nova (cidade com 20 mil habitantes), existe uma residência que conquistou o prêmio ArchDaily de 2026 na categoria de “casas”. A “Casa de Mainha” é a construção da costureira Dona Marinalva, de 59 anos, e do seu filho, o arquiteto Zé Vágner, de 33 anos.
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A casa, que já existia desde 1980, passou por uma reforma completa no ano passado e se destaca por sua atmosfera acolhedora e por respeitar as tradições locais.
Conforto e Sustentabilidade
O projeto da “Casa de Mainha” foi pensado para proporcionar conforto térmico e acústico, além de ser sustentável. Zé Vágner, formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), valorizou o uso de materiais naturais e locais, como o adobe (tijolos de terra crua), que ajudam a manter a casa fresca, mesmo nos dias mais quentes de Pernambuco.
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A construção também conta com ventilação cruzada e iluminação natural, reduzindo a necessidade de ar condicionado e eletricidade.
Detalhes que Fazem a Diferença
A reforma incluiu a demolição de cinco espaços subutilizados, que foram substituídos por uma ampla sala de estar, um jardim interno e um terraço aberto. As portas de entrada foram restauradas e protegidas por painéis de concreto pré-moldado, que também servem como brises horizontais, criando um jogo de luz e sombra.
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Elementos como cerâmicas típicas da região e pinturas de cores quentes contribuem para o ambiente acolhedor.
Reconhecimento Internacional
A “Casa de Mainha” se junta a outras construções brasileiras que já foram premiadas na premiação Building of the Year. Em 2016, um imóvel na Vila Matilde, em São Paulo, também recebeu o prêmio. Em 2023, uma residência na favela de Belo Horizonte também foi reconhecida com o mesmo prêmio.
Essas construções demonstram o potencial da arquitetura brasileira e o uso de soluções inovadoras para criar espaços confortáveis e sustentáveis.
