Crescimento do Emprego nos EUA Pode Ser Menor, Alertou Assessor da Casa Branca
O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, expressou preocupação nesta segunda-feira (9) sobre a possibilidade de um crescimento mais lento do emprego nos Estados Unidos nos próximos meses. A avaliação surge em um cenário complexo, influenciado por fatores como a menor força de trabalho e o aumento da produtividade, elementos que estão moldando o debate no Federal Reserve e impactando as decisões futuras do banco central americano.
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Nos últimos meses, o número de empregos formais apresentou um crescimento médio de 53 mil vagas, em comparação com um ganho médio de 183 mil empregos por mês nos anos anteriores à pandemia de Covid-19. Esse cenário se distancia do ritmo acelerado de contratações observado durante o governo de Joe Biden, e também do período anterior.
Hassett ressaltou que parte desse crescimento foi impulsionada pelo aumento da oferta de trabalhadores, resultado da flexibilidade da política de imigração. A situação atual, com a reversão dessa política e a saída de trabalhadores, complica a análise do mercado de trabalho, levantando dúvidas sobre se o desacelerado crescimento do emprego é reflexo de um enfraquecimento da economia ou da falta de trabalhadores disponíveis.
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Além disso, o assessor econômico destacou que o aumento da produtividade, ou seja, a capacidade de cada trabalhador produzir mais, também contribui para o crescimento da economia, mesmo com uma força de trabalho limitada. A combinação de um forte Produto Interno Bruto (PIB) e essa dinâmica pode levar a números de empregos menores do que o esperado, segundo Hassett.
O Departamento do Trabalho deve divulgar o relatório de emprego não agrícola de janeiro nesta quarta-feira (11), um dado que estava previsto para ser publicado na sexta-feira (6). O adiamento da divulgação gerou expectativas e incertezas no mercado.
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Economistas apontam que a situação atual é incomum, com a demanda e a oferta de trabalhadores em desequilíbrio. Essa complexidade dificulta a interpretação dos dados e exige cautela por parte do Federal Reserve, que busca equilibrar o controle da inflação com o estímulo ao crescimento econômico.
A avaliação de Hassett se alinha com a de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que já havia descrito a situação como “muito desafiadora e bastante incomum” em uma coletiva de imprensa há duas semanas. A incerteza sobre a origem do desaceleração do crescimento do emprego – seja a oferta ou a demanda – influencia as decisões do banco central.
A perspectiva de um aumento da produtividade também é vista com cautela pelos formuladores de políticas do Fed, que reconhecem seu potencial para moderar a inflação, mas preferem não basear as decisões de curto prazo nessa hipótese. A questão da demanda versus oferta continua sendo um ponto central no debate sobre a política monetária.
