Consumo de Carne no Brasil em 2026: Tendências e Expectativas
O mercado de carne no Brasil continua a apresentar um cenário interessante, com a carne bovina mantendo uma posição central na mesa dos brasileiros. Um estudo recente, encomendado pelo movimento “A Carne do Futuro é Animal” ao Instituto Qualibest, revelou dados importantes sobre os hábitos de consumo e as percepções dos consumidores em 2026.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A pesquisa, que ouviu 1.021 pessoas em todo o país, demonstra uma estabilidade no consumo de carne bovina, mas também um crescente interesse por questões como sustentabilidade e origem do produto.
Consumo por Tipo de Proteína
O estudo destacou diferenças significativas no comportamento de consumo entre os diferentes tipos de proteína. A carne bovina continua sendo a mais consumida, com 63% dos brasileiros ingerindo-a duas ou mais vezes por semana, e 21% consumindo-a pelo menos uma vez por semana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em contraste, a carne de frango lidera em frequência de consumo, com 71% dos entrevistados consumindo-a duas ou mais vezes por semana, e 15% consumindo-a uma vez por semana. A carne suína ocupa uma posição intermediária, com 21% dos brasileiros consumindo-a duas ou mais vezes por semana, e 26% consumindo-a semanalmente.
Já o consumo de peixes é menos frequente, com apenas 15% dos entrevistados consumindo-o duas ou mais vezes por semana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Sustentabilidade e Origem
Um ponto crucial revelado pela pesquisa é a crescente importância que os consumidores atribuem à sustentabilidade e à origem da carne que consomem. 44% dos entrevistados consideram muito importante que a carne bovina seja produzida de forma sustentável, enquanto 34% classificam esse fator como importante.
Isso reflete uma demanda crescente por práticas de produção mais responsáveis e conscientes. A rastreabilidade do produto, ou seja, saber de onde vem e como foi produzido, também é um fator relevante, com 44% dos entrevistados expressando o desejo de saber a origem do produto e 33% classificando esse aspecto como muito importante no momento da compra.
Preços e Tendências de Consumo
O estudo também apontou para algumas tendências de consumo. Os preços da carne de frango seguem em queda nas regiões acompanhadas pelo Cepea, com o frango resfriado negociado, em média, a R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, o que representa uma redução em relação a fevereiro e o menor patamar desde julho de 2023 em termos reais, considerando a inflação.
Essa queda contribui para a competitividade da carne de frango em relação a outras proteínas, como a suína e a bovina. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) projeta crescimento para o setor em 2026, com o consumo per capita de carne de frango podendo chegar a 47,3 quilos por habitante ao ano e o de carne suína a 19,5 quilos.
A produção também deve avançar, com expectativa de alta de 2% para o frango, alcançando 15,6 milhões de toneladas, e de até 2,7% para os suínos, impulsionada pela demanda interna e por um cenário externo considerado favorável.
Perspectivas de Consumo e Ações do Setor
Em relação às intenções de consumo para os próximos seis meses, o levantamento indica um cenário de estabilidade no hábito dos brasileiros. A maioria, 72%, afirma que pretende manter o consumo atual de carne bovina, enquanto 12% dizem que podem aumentar e outros 12% pretendem reduzir a ingestão.
O movimento “A Carne do Futuro é Animal” é uma iniciativa criado por produtores do Mato Grosso com o objetivo de auxiliar a gestão das fazendas, aumentar a produtividade média e melhorar indicadores de sustentabilidade da carne produzida. Criado em 2022, o grupo conta atualmente com 74 membros em 27 municípios do estado, que juntos devem abater mais de 200 mil cabeças de gado neste ano.
O Luciano Resende, CEO da Nutripura, defende que o setor a cada ano está comprometido em levar as informações do campo para o consumidor final. “A rastreabilidade é que vai comprovar a produção sustentável no campo e mostrar que a pecuária consegue produzir mais com menos”, informou à CNN Brasil.
