Carnaval PolĂȘmico: Sambas-Enredo Atacando e Homenageando PolĂ­ticos!

Carnaval polĂȘmico: escolas de samba homenageiam e criticam presidentes! 🎭 Lula, Temer, Bolsonaro e outros polĂ­ticos sĂŁo exaltados ou satirizados nos desfiles. Descubra a tradição! #Carnaval #PolĂ­tica

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(Imagem de reprodução da internet).

Presenças PolĂȘmicas no Carnaval: Uma Tradição de CrĂ­ticas e Homenagens

O Carnaval brasileiro sempre foi um palco para a expressĂŁo artĂ­stica e, por vezes, para a crĂ­tica polĂ­tica. Desde 1956, agremiaçÔes de Rio de Janeiro, SĂŁo Paulo e Belo Horizonte tĂȘm tradicionalmente homenageado ou criticado polĂ­ticos, demonstrando uma relação complexa entre o mundo do samba e a polĂ­tica nacional. De acordo com um levantamento recente, 16 figuras polĂ­ticas foram mencionadas em sambas-enredo ou representadas na avenida de alguma forma, com 8 delas sendo o tema central das apresentaçÔes.

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Essa prĂĄtica nĂŁo Ă© nova. Em 2018, a escola de samba da Mangueira, do Rio de Janeiro, chamou a atenção com a crĂ­tica ao ex-presidente Temer, atravĂ©s do personagem “VampirĂŁo do Tuiuti”, parte do enredo “Meu Deus, meu Deus, estĂĄ extinta a escravidĂŁo?”.

A sĂĄtira, que usava uma faixa presidencial com dĂłlares, fazia parte de uma crĂ­tica ao racismo e Ă  desigualdade social, temas centrais no enredo.

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Em 2020, a escola AcadĂȘmicos de VigĂĄrio Geral (Rio) homenageou o palhaço Bozo, que vestia uma faixa presidencial e fazia um gesto de arma com as mĂŁos, em um carro alegĂłrico. JĂĄ a escola SĂŁo Clemente (Rio) levou para a avenida o humorista Marcelo Adnet com uma peruca semelhante ao cabelo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em um carro alegĂłrico que incluĂ­a cartazes com as frases “TĂĄ ok” e “Acabou a mamata”.

Em 2022, a escola Paulista, Rosas de Ouro, homenageou o ex-presidente com um personagem vestido com a faixa presidencial que recebia uma vacina e era transformado em um jacaré, uma crítica aos efeitos colaterais da vacina da Covid-19.

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Em 1991, a SĂŁo Clemente desfilou no Grupo Especial do Rio com o enredo “JĂĄ vi este filme”, que trazia crĂ­ticas ao governo de Fernando Collor, eleito dois anos antes. A tradição de homenagear ou criticar polĂ­ticos no carnaval continua, com o presidente (PT) sendo o Ășnico presidente a ser tema central de um enredo ainda no exercĂ­cio do mandato.

Ele Ă© o polĂ­tico que mais vezes foi retratado por escolas de samba.

Lula foi homenageado no Carnaval pela primeira vez em 2003, dois meses apĂłs tomar posse no 1Âș mandato na PresidĂȘncia. Naquele ano, a escola da Mangueira apresentou o enredo “O povo conta a sua histĂłria: saco vazio nĂŁo para em pĂ©, a mĂŁo que faz a guerra, faz a paz”, sobre combate Ă  fome e desigualdade.

O petista seria homenageado mais duas vezes, dessa vez como tema central dos desfiles. Em 2012, a escola de São Paulo, Paulistano, apresentou o enredo “Verás Que o Filho Fiel Não Foge À Luta – Lula o Retrato de Uma Nação”. Em 2023, a escola mais antiga de Belo Horizonte, Rosas de Ouro, homenageou o presidente com o desfile “Sem medo de ser feliz”.

A ex-presidente Dilma Rousseff tambĂ©m jĂĄ recebeu 3 enredos em sua homenagem, todos de escolas de samba do Rio. O ex-presidente Itamar Franco foi tema de um desfile da Beija-Flor em 1981, com o enredo “de NonĂŽ a JK”. A escola Mangueira foi a primeira escola de samba a homenagear um presidente.

Apresentou em 1956 o desfile “Exaltação a GetĂșlio Vargas: emancipação nacional do Brasil”. Vargas voltaria a ser homenageado pelo Salgueiro no 1985, com o enredo “Anos Trinta, Vento Sul”, e pela Imperatriz Leopoldinense em 2000, com o desfile “Trabalhadores do Brasil: a Ă©poca de GetĂșlio Vargas”.

A escola (PT) foi lembrada em 2012 pela Vai-Vai, de SĂŁo Paulo, no desfile “Mulheres que Brilham – a força feminina no progresso social e cultural do paĂ­s”. A ex-presidente, Ă  Ă©poca em seu 2Âș ano de mandato, foi citada na letra do samba-enredo da escola: “Hoje Ă©s presidente e me rendo a teus pĂ©s.

Pra sempre te amarei, mulher”.

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