Carnaval e o Desafio da Recuperação Física
O Carnaval chegou ao fim, mas o corpo ainda carrega os efeitos da intensa folia. A combinação de calor, multidões, longas horas em pé ou em movimento e o consumo elevado de álcool, submete os foliões a um nível de estresse físico comparável a exercícios aeróbicos intensos.
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Agora, longe das festas, o principal desafio é recuperar o organismo com cuidado e retomar a rotina de atividades físicas, sem comprometer a saúde. O fisiologista do esporte Diego Leite de Barros, responsável pelo treinamento de mais de 500 atletas amadores na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), alerta para um erro comum: tratar o cansaço apenas como “ressaca” ou preguiça passageira.
Entendendo o Impacto da Folia
O corpo interpreta esses dias como um esforço físico real. Houve um gasto energético elevado, desidratação, sobrecarga muscular e impacto no sono. Ignorar esses sinais e voltar direto para treinos intensos aumenta o risco de lesões e queda de desempenho.
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Riscos da Exposição Prolongada
Mesmo em bloquinhos com trajetos curtos, os foliões estão expostos a horas de dança, deslocamentos irregulares e permanência prolongada sob o sol. Do ponto de vista fisiológico, esse conjunto gera aumento do estresse térmico; perda significativa de líquidos e eletrólitos; microlesões musculares; e fadiga neuromuscular.
A Importância da Recuperação Adequada
O consumo de álcool, comum durante o Carnaval, agrava o quadro de fadiga pós-festa. Além de favorecer a desidratação, ele interfere diretamente nos mecanismos de recuperação muscular e na qualidade do sono. “A ressaca não é só um desconforto momentâneo.
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Ela indica que processos importantes de regeneração foram atrasados. Sem recuperação adequada, o corpo demora mais a voltar ao equilíbrio”, explica Diego Leite de Barros.
Recomendações para a Recuperação
Diante deste cenário, Diego Leite de Barros traz três orientações essenciais: Retomar os treinos com calma é essencial para evitar lesões após dias intensos de festa. Para os foliões que têm em sua rotina a prática de exercícios físicos, a retomada das atividades regulares exige cuidados especiais.
Caminhadas e corridas leves, alongamentos e atividades de baixa intensidade ajudam a reduzir rigidez muscular e preparam o corpo para a retomada gradual dos treinos.
Dor muscular intensa, cansaço persistente e sono desregulado são sinais claros de que ainda não é hora de exigir demais do corpo. A recomendação é retomar a intensidade aos poucos, preferencialmente com acompanhamento profissional, ajustando carga, volume e frequência dos treinos.
