Carnaval e feriados: Oportunidade de ouro ou desafio para o setor? Descubra como o aumento do consumo e a Copa do Mundo podem impactar bares, restaurantes e o mercado financeiro
Com o Carnaval de 2026 marcando o início de uma longa sequência de feriados até o final do ano, o cenário econômico apresenta tanto oportunidades quanto desafios. Dos dez feriados nacionais previstos para este ano, a maioria – nove – cairá em dias úteis, o que, somado à realização da Copa do Mundo e ao período eleitoral, tende a interromper o ritmo de trabalho da população.
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Esses eventos impulsionam o consumo, estimulando encontros sociais e elevando o fluxo em bares e restaurantes.
Este cenário pode ser positivo para investimentos no setor de lazer, que historicamente é pouco representado no mercado de ações. Tradicionalmente, anos com muitos feriados têm favorecido aplicações no setor de bebidas, mas a indústria cervejeira enfrenta dificuldades em 2026, com dados recentes indicando uma queda de 6,5% na produção em novembro, em comparação com o ano anterior, segundo o IBGE.
Essa situação sugere um final de 2025 e um 2026 mais desafiadores para o setor.
“Dezembro melhorou, mas apenas na segunda metade do mês e o efeito no trimestre tende a ser limitado”, comenta Caroline Sanchez, analista da Levante Corp. “No entanto, no acumulado de 2026, a expectativa é de temperaturas mais altas e mais prolongadas ao longo do ano, o que amplia as ocasiões de consumo, principalmente fora do lar”.
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Diante desse cenário, como capturar parte desse dinheiro adicional? Uma alternativa surge com o investimento em recebíveis de crédito. A fintech Hurst Capital estruturou uma operação de microcrédito voltada ao capital de giro de bares, restaurantes, mercearias e lojas de conveniência, em parceria com a Pantore Pay, que oferece crédito para restaurantes.
A operação visa um retorno de até 23% ao ano. Utiliza contratos de mútuo digitalizados com cessão fiduciária, com pagamentos direcionados a contas vinculadas e monitoramento do fluxo, formalizado em ambiente digital. O modelo se assemelha a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), mas com custos operacionais reduzidos e maior capacidade de originação.
Segundo Arthur Farache, CEO da Hurst, o objetivo é aproximar investidores de um segmento com acesso restrito a crédito. A microcrédito estruturada oferece capital de giro ao pequeno empreendedor, com garantias e fluxo controlado para o investidor. Os estabelecimentos recebem o produto, pagam o boleto em sete dias, com juros, e os recebíveis garantem a operação.
O sistema permite milhares de pequenos empréstimos mensais, que podem ser securitizados e distribuídos a investidores. O prazo inicial é de 12 meses, prorrogável por igual período, com um aporte mínimo de R$ 10 mil. A tributação segue a tabela regressiva da renda fixa, com alíquotas entre 22,5% e 15%, conforme o prazo.
Para a Hurst, 2026 tende a favorecer o setor financiado. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil pode elevar a renda disponível.
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