Fundador do Banco Master Aponta para “Outro Lado da Moeda” em Depoimento
O fundador do Banco Master, Carlos Vorcaro, prestou depoimento à Polícia Federal na sede do Supremo Tribunal Federal em 30 de dezembro de 2025, com o apoio do Poder360. Em suas declarações, Vorcaro solicitou que os investigadores considerem uma análise abrangente do caso envolvendo as operações do seu banco, que acabou sendo liquidado.
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Segundo o depoente, o Banco Central (BC) monitorava diariamente as atividades da instituição, possuindo conhecimento de todos os negócios que estão sob escrutínio. “Eu espero muito que exista uma grandeza aqui dos senhores para poder olhar outro lado da moeda”, declarou Vorcaro, enfatizando a necessidade de uma avaliação completa da situação.
Vorcaro detalhou que o Banco Central realizava auditorias diárias a partir de março de 2025, abrangendo todas as operações do banco. Ele ressaltou que a instituição enfrentava dificuldades de liquidez, mas negou que estivesse insolvente. “Existia uma crise, não era de hoje, mas o Banco Master sempre foi solvente, sempre teve muito mais ativo que passivo e sempre honrou todos os compromissos até o dia 17 de novembro”, afirmou.
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O fundador atribuiu a crise de liquidez a mudanças regulatórias e à pressão exercida pelos grandes bancos. Ele mencionou alterações nas regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) como um fator determinante. “Essa crise de liquidez foi criada por mudança de regulação com a pressão dos grandes bancos”, disse, enfatizando que o plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC, o que, segundo ele, era a “regra do jogo”.
Vorcaro também expressou o impacto pessoal da prisão decorrente do caso, ressaltando que o Banco Central estava envolvido nas operações do banco. Ele afirmou que, após responder a questionamentos do BC em março de 2025 sobre a compra da carteira da Tirreno, não houve novos pedidos de esclarecimento, classificando a situação como uma “resposta superficial a uma pergunta superficial num ambiente que ainda era um negócio normal”.
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