Carlos Vieira Von Adamek confronta Cristiano Cozer em depoimento do Banco Central em 2025

Banco Central investiga MasterAdamek: juiz auxiliar confronta procurador, auditoria apura fraudes de R$6 bilhões. Depoimento crucial em 2025.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O juiz auxiliar do ministro do STF, Carlos Vieira Von Adamek, confrontou o procurador-geral do Banco Central, Cristiano Cozer, durante o depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, em 30 de dezembro de 2025. O Poder360 teve acesso aos vídeos do depoimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Repercussão da Corte no Caso Master

Adamek esclareceu que a Suprema Corte não havia suspenso investigações nem declarado a nulidade de atos relacionados ao caso de créditos falsos do Banco Master. O procurador do Banco Central expressou arrependimento por sua forma de se comunicar.

Cristiano Cozer detalhou que o Banco Central iniciou um processo de auditoria na carteira do Banco Master, que buscava substituir os créditos inexistentes no Banco de Brasília (BRB). A ação foi transferida da 10ª Vara Federal para o STF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Detalhes da Auditoria e Envolvimento do BRB

Cozer explicou que a auditoria visava a carteira do Banco Master, que oferecia substituição aos créditos insubsistentes. O Banco Central começou a realizar o trabalho, e o processo foi encaminhado para a Suprema Corte. O ministro Dias Toffoli, na decisão de que fomos intimados, primeiro diz que passaria a fazer a supervisão do inquérito, e que as decisões anteriores da 10ª Vara, não deveriam ser levadas em consideração, mas, nessa mesma correspondência, pede para que o Banco Central aporte elementos que ajudem a esclarecer os fatos.

As auditorias que já estavam em curso foram então direcionadas e concluídas para Suprema Corte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Informações Adicionais do Depoimento

Ailton Aquino declarou que o Banco Central tinha “certeza” sobre as fraudes após uma reunião em 27 de junho de 2025 com representantes da Cartos Sociedade de Crédito Diretor S.A e com a Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A.

O diretor informou à Polícia Federal que o sócio da Tirreno, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, teria afirmado ter “gerado” mais de R$ 6 bilhões em créditos, o que seria “impossível” considerando o porte da companhia.

Aquino tratou sobre a emissão de CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) sem lastro do Banco Master. A instituição financeira teve um crescimento exponencial, mas apresentava elevados problemas de insolvência e liquidez. O Banco Central acusa a empresa de gestão fraudulenta para maquiar a contabilidade.

A delegada demonstrou interesse sobre o envolvimento da Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A, uma companhia com sede em São Paulo que é investigada por ter “originado” uma carteira de R$ 6,7 bilhões em créditos consignados em operações inexistentes.

O Master obteve um pedaço dos papéis da empresa e . A delegada disse à Aquino que houve uma divergência entre os depoimentos do Banco Master e do BRB. Enquanto o Master dizia que os créditos eram verdadeiros, a estatal declarou que o extrato era uma “ficção” e que nunca recebeu os valores.

Sair da versão mobile