A audiência que decidiria sobre o processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli foi adiada para a próxima terça-feira, dia 10 de fevereiro, conforme decisão da Justiça italiana. Zambelli se encontra na Itália desde junho de 2025, após deixar o Brasil em fuga após uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão.
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A ex-parlamentar, presa preventivamente em julho de 2025, viu o julgamento de extradição adiado em uma sessão anterior, no dia 20 de janeiro. A Corte de Apelação de Roma justificou o adiamento, alegando a necessidade de tempo para analisar minuciosamente as informações fornecidas pelo governo brasileiro sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, onde ela permanecerá detida caso seja devolvida ao Brasil.
O adiamento não é o primeiro. Em 18 de dezembro de 2025, a defesa de Zambelli solicitou mais tempo para analisar documentos apresentados pelo STF. Após a última sessão adiada, em janeiro, a corte decidiu remarcar a audiência para a primeira quinzena de fevereiro.
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A situação de Zambelli remonta a uma condenação anterior, em que foi considerada culpada por ter ordenado a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em colaboração com o hacker Walter Delgatti. Em outra ocasião, foi condenada por crimes relacionados ao porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem a pé com uma arma em São Paulo, em outubro de 2022.
Em dezembro de 2025, o STF confirmou a cassação do mandato de Zambelli, revogando uma decisão anterior da Câmara dos Deputados. A ex-parlamentar renunciou ao cargo três dias após a decisão do STF.
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“A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL-SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, informou a carta na época.
